Rio Branco, 24 de maio de 2026.

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Aumento de casos de coqueluche em Xapuri acende alerta aos pais

Aumento de casos preocupa saúde em Xapuri

A Secretaria Municipal de Saúde de Xapuri confirmou, nas últimas semanas, o aumento de casos de coqueluche no município, acendendo um importante alerta para pais e responsáveis, especialmente de crianças menores de 1 ano. Até o momento, dois casos foram confirmados laboratorialmente e um terceiro segue sob investigação.

O primeiro caso confirmado foi notificado no dia 12 de novembro e confirmado em 16 de novembro. Trata-se de um bebê de 6 meses, residente da zona urbana, com apenas duas doses da vacina DTP.

O segundo caso foi notificado em 21 de novembro e confirmado em 25 de novembro, envolvendo um bebê de 7 meses, morador da zona rural, também com apenas duas doses da DTP.

Já o terceiro caso, considerado suspeito, foi notificado no dia 27 de novembro. O paciente, um bebê de 7 meses, encontra-se internado em isolamento, com amostra já coletada e enviada para análise. Assim como os demais, também recebeu somente duas doses da vacina.

De acordo com a Vigilância em Saúde Municipal, foram realizadas ações imediatas de bloqueio vacinal e quimioprofilaxia em todos os contatos íntimos dos dois casos confirmados e do caso suspeito, conforme orientações da Nota Técnica do Ministério da Saúde.

A equipe técnica reforça que nenhuma das três crianças possuía o esquema vacinal completo contra a coqueluche. O recomendado é que sejam aplicadas três doses da DTP no primeiro ano de vida, além dos reforços.

Saúde alerta sobre a importância das crianças receberem as três doses do imunizante contra a coqueluche: Foto cedida

A situação acende um alerta ainda maior devido à baixa cobertura vacinal no município. Atualmente, Xapuri registra apenas 76,60% de cobertura da vacina DTP, índice bem abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde.

A Secretaria de Saúde destaca que a vacina é a principal forma de prevenção e que sua eficácia depende da aplicação completa dentro dos intervalos corretos. Crianças que não concluem o esquema permanecem vulneráveis, especialmente às formas mais graves da doença.

Entre os principais sinais de alerta para a coqueluche estão a tosse seca e persistente por mais de 10 dias, crises de tosse intensa, som agudo ao inspirar após a tosse — conhecido como “guincho inspiratório” — e vômitos após as crises.

Em bebês menores de 6 meses, esses sintomas são ainda mais preocupantes, pois a evolução para quadros graves pode ser mais rápida em razão da imaturidade do sistema imunológico.

Os grupos de maior risco incluem recém-nascidos menores de 6 meses, bebês com menos de 2 anos, pessoas não vacinadas e indivíduos com imunidade baixa ou doenças pulmonares crônicas.

Diante do cenário, a Secretaria Municipal de Saúde reforça a orientação para que pais e responsáveis mantenham a caderneta de vacinação das crianças rigorosamente em dia. Quem estiver com doses atrasadas deve procurar imediatamente a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para atualização vacinal.

“A vigilância segue monitorando os casos e adotando todas as medidas necessárias para evitar a disseminação da doença no município”, informou a pasta.

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