
O Sindicato dos Urbanitários do Acre voltou a cobrar melhorias na Estação de Tratamento de Água (ETA) de Xapuri, localizada no bairro Bolívia, às margens do Rio Acre. Durante visita realizada na quarta-feira (22), o presidente da entidade, Marcelo Jucá, afirmou que a unidade continua apresentando problemas estruturais e operacionais que, segundo ele, comprometem a segurança dos trabalhadores e limitam a capacidade de abastecimento da cidade.
De acordo com Jucá, um dos principais problemas é a falta de cercamento da estação, responsável pelo tratamento da água captada no Rio Acre e que abastece aproximadamente 70% da população de Xapuri. Segundo o dirigente sindical, a ausência de muro ou cerca facilita o acesso de pessoas ao local, inclusive durante a noite, situação que, conforme relatos dos operadores, ocorre com frequência.
“O operador permanece na unidade durante 24 horas e o local continua sem qualquer proteção. Qualquer pessoa pode entrar na estação”, afirmou o presidente do sindicato.
Outro ponto destacado pelo sindicalista diz respeito à capacidade de produção da nova Estação de Tratamento de Água Compacta instalada pelo Serviço de Água e Esgoto do Estado do Acre (Saneacre). Segundo ele, embora o equipamento tenha sido projetado para produzir até 45 litros de água tratada por segundo, atualmente estaria operando com vazão de aproximadamente 35 litros por segundo.
Jucá também criticou a desativação da antiga estação após a entrada em operação da nova unidade. Segundo ele, apesar de apresentar perda de eficiência ao longo dos anos, a ETA antiga ainda produzia cerca de 22 litros por segundo e poderia continuar funcionando após receber manutenção.
Na avaliação do sindicato, a operação simultânea das duas estruturas aumentaria significativamente a oferta de água tratada, reduzindo os problemas de abastecimento enfrentados por parte da população de Xapuri, especialmente nos períodos de maior consumo.
“O correto seria colocar a ETA compacta em funcionamento e manter a antiga operando, após os reparos necessários. Isso garantiria uma produção maior de água para atender a população”, defendeu.
O Sindicato dos Urbanitários informou que continuará cobrando providências do Saneacre, autarquia estadual responsável pelos serviços de abastecimento de água nos 21 municípios do interior do Acre. Para a entidade, cabe ao Estado assegurar infraestrutura adequada para a produção e distribuição de água tratada.
Ao final da visita, Marcelo Jucá reforçou que o acesso à água deve ser tratado como um serviço essencial. “Água não pode ser tratada como mercadoria. Água é vida”, concluiu.
Na mesma data, a equipe do sindicato também visitou a segunda estação de Tratamento de Xapuri, a ETA do Igarapé Fura, nas imediações do aeródromo da cidade. Menor, essa estação é responsável pelo abastecimento da parte alta da cidade. Lá, o presidente Marcelo Jucá constatou que algumas melhorias solicitadas estão sendo feitas no prédio onde trabalham os operadores.
Contudo, ainda falta, segundo ele, a pintura do espaço, com o objetivo de proporcionar um ambiente mais digno e salubre para os trabalhadores, assim como o cercamento da área que a exemplo da ETA do Rio Acre também é inexistente.







