Rio Branco, 1 de maio de 2026.

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MPAC move Ação Civil Pública contra Estado e secretário de Saúde após atestar ausência de serviços de ultrassonografia em Tarauacá

Preço da ultrassonografia chega até R$ 150: Foto redes sociais

Após constatar a ausência de serviços de ultrassonografia no sistema público de saúde do município de Tarauacá, o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) moveu uma Ação Civil Pública contra o Estado do Acre e o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal. O órgão considerou o descumprimento das obrigações constitucionais e legais um caso de omissão estatal que força os cidadãos taraucaenses que necessitam de exames de ultrassom a buscarem o sistema privado.

Tarauacá é considerada a terceira maior cidade do Acre, com uma população de aproximadamente 50 mil habitantes, sendo em sua grande maioria, baixa renda. O valor de uma ultrassonografia em clínicas particulares pode chegar até R$ 150, o que torna o serviço inacessível para uma parcela significativa da comunidade.

De acordo com o documento, a ausência do serviço fere o direito a saúde e o respeito a dignidade humana.

“Configura uma grave violação ao princípio da universalidade do acesso aos serviços de saúde. A situação torna-se ainda mais alarmantes quando consideramos que a ultrassonografia constitui exame básico e essencial, especialmente para o acompanhamento pré-natal, urgências médicas e diagnóstico de patologias diversas”, diz trecho.

Além disso, o documento cita a possibilidade de danos irreparáveis as famílias taraucaenses, uma vez que a falta do procedimento médico priva as gestantes de acompanhar os riscos de malformações fetais, complicações obstétricas e demais situações de risco.

Como forma de reverter o quadro crítico, o MPAC requereu as seguintes medidas, a serem cumpridas no prazo de noventa dias:

• Adquirir e instalar equipamento de ultrassom no Hospital Estadual Dr. Sansão Guimarães e na Maternidade Ethel Muriel Guedes;
• Contratar ou designar profissional médico habilitado para a realização dos exames de ultrassonografia;
• Garantir funcionamento regular do serviço de ultrassonografia, com atendimento em regime de plantão para urgências e emergências;
• Estabelecer agenda regular para exames eletivos de ultrassonografia.

O MPAC estabeleceu uma multa diária de R$ 5 mil por cada obrigação descumprida, a ser recolhida ao Fundo Estadual de Direitos Difusos.

A equipe do Portal Acre procurou a Secretária de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), mas até o momento da publicação desta matéria, não obteve resposta. O espaço segue aberto.

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