
Os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e analisados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio/AC), mostram que, no Acre, o volume das admissões no mês de julho de 2025 foi de 4.486 e os desligamentos foi de 4.374.
Os dados demonstram saldo positivo de 112 postos formais, acumulando, de janeiro até julho, um saldo de 9.123 postos de trabalho gerados. No geral, dessas 112 vagas, 77 foram na agricultura, 48 na indústria geral e 66 na construção.
Segundo a pesquisa, atividades econômicas que geralmente apresentam saldos positivos, como o comércio e setor de serviços, não tiveram o mesmo desempenho. No caso do comércio houve mais desligamento do que admissão, gerando uma redução de -50 postos. Já o setor de serviços, teve saldo negativo de -29 trabalhadores, indicando o alto grau de rotatividade nesses setores.
Com relação aos municípios acreanos que mais se destacaram em julho com saldo positivo de emprego estão: Senador Guiomard, com saldo de 63 novos postos. Tarauacá, com 57 novos postos formais; Brasiléia, com saldo positivo de 44 vagas; e Bujari, gerando 22 novos postos.
Já os municípios que tradicionalmente apresentam resultados positivos no saldo de empregos não tiveram rendimento esperado. A capital Rio Branco, por exemplo, gerou somente 19 novos postos, e Cruzeiro do Sul apresentou saldo negativo de -69 vagas.
No acumulado de janeiro a julho, o destaque foi para Sena Madureira, com saldo positivo acumulado de 1.537 postos; Rio Branco, com 288 postos formais gerados; Cruzeiro do Sul, com 282; Bujari, com 176 vagas; Brasiléia, com 161; Tarauacá, com 142; Jordão, com 129; e Senador Guiomard, com 101 postos formais de saldo positivo.
Segundo o assessor da presidência da Fecomércio/AC, Egídio Garó, os daos mostram como estão as condições atuais no Brasil e, também, no Acre. “Apresentando dados relevantes para o perfil dos trabalhadores nesses setores e as necessidades empresariais de qualificação e competências necessárias para a melhoria dos indicadores econômicos-sociais e a geração de emprego e renda”, concluiu Garó.
Dados nacionais
Em todo o País, foram registrados no período um total de 2.251.440 admissões e 2.121.665 desligamentos, deixando um saldo positivo de novos postos ocupados para 129.775 trabalhadores formais.
Em nível nacional, o setor de serviços foi o que mais representou nas contratações, admitindo 1.040.864 trabalhadores e desligando outros 990.705, seguido pelo comércio, com 526.973 admissões contra 499.648 desligamentos. A indústria em geral admitiu 353.542 e desligou 329.116 e, por fim, a agricultura, pecuária, pesca e produção florestal admitiu 109.124 trabalhadores e desligou 100.229 deles. Todas as atividades econômicas registraram saldo positivo, exceto na indústria geral com atuação em água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação, que apresentou saldo negativo de 704 postos.
Dentre todas as atividades econômicas em atuação no país, os setores que tiveram altas taxas de rotatividade foram: Construção, com taxa de 61,13%; Agricultura, com rotatividade de 45,04%; Comércio, apresentado rotatividade na casa dos 33,03%; e, por fim, os Serviços, com 31,04%.








