Rio Branco, 18 de janeiro de 2026.

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“Vai ter uma carnificina igual a do Rio”; morador do Papouco teme por guerra de facção em caso de remoção de famílias para Cidade do Povo

~Declaração foi dada durante a Tribuna Popular realizada na Câmara de Vereadores: Foto Pâmela Celina

Durante a participação na Tribuna Popular realizada nesta quinta-feira, 30, na Câmara de Rio Branco, o morador da região conhecida como Papouco, Eduardo Nonato de Freitas, comparou a ação de remoção da população da localidade para o bairro Rosa Linda com a operação realizada nesta semana no Rio de Janeiro.

De acordo com o morador, a comunidade compareceu à casa legislativa para fazer uma denúncia contra o secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Sasdh), João Marcos Luz, sobre a informação de que 95% dos moradores querem sair da região.

“Quando não é verdade isso. Houve um recadastramento, onde todas as famílias fizeram o seu recadastramento na secretaria e na semana seguinte, o secretário deu uma entrevista afirmando que todos os moradores, por suas vontades, queriam sair do bairro para outros bairros dos programas e não foi verdade”, disse.

Segundo Eduardo, a promessa da prefeitura era a revitalização dos trapiches, além de duas escadas, que dão acesso aos moradores ao bairro. “É o que a comunidade vem solicitando há muito tempo. Então, não é verdade que a população quer sair e também não é verdade que 95% da população concordou com essa retirada”, reiterou.

O morador afirmou que a população foi informada que a retirada para outro bairro será feita em três meses, o que causou medo na comunidade. Além disso, Eduardo também comparou a ação com a operação realizada no Rio de Janeiro e que teve como consequência mais de 100 mortes.

“Todo mundo estuda ali próximo, trabalha na parte central. E o maior medo da nossa comunidade é ser deslocado para os bairros como Cidade do Povo, que nós sabemos das realidades de facções. Sabemos que aquela facção que está ali naquele bairro do Papouco é diferente da do bairro que eles querem mandar a gente. No primeiro dia haverá uma carnificina pior que houve no Rio de Janeiro, porque é assim que vai ser, vão tomar as casas da gente, vão matar o que tiver para matar, porque é assim que é feito, que estão lá abandonados na Cidade do Povo. Várias famílias já perderam suas casas, porque não tem essa atenção, então a população está agoniada”, declarou.

Conforme Eduardo, o que a população quer é que tenha mudanças estruturais e incentivo ao lazer, por exemplo, no bairro.

“Os acessos ao bairro e a nossa área de lazer. Tem uma escola desativada no bairro há mais de dez anos.  Eu sou mestre de capoeira, quero dar aula de capoeira para as crianças da nossa comunidade. Eu tenho que levar para outro local aquelas crianças para poder ter uma atividade. Então, a gente vem aqui encarecidamente solicitar para os vereadores que nos ajudem nesse sentido. O problema agonia da comunidade foi ser pega  de surpresa pelo secretário afirmando que 95% iam sair e que tinham 90 dias para fazer essa retirada das famílias”, finalizou.

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