Rio Branco, 26 de maio de 2026.

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8 em cada 10 brasileiras sentem medo de sair à noite para um momento de lazer

Pesquisa foi feita em todas as regiões do Brasil: Foto vecteezy

Oito em cada dez brasileiras sentem medo quando saem à noite para um momento de lazer em locais como bares, restaurantes, festivais, peças de teatro e outros eventos noturnos. É o que diz o levantamento feito pelos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva, em parceria com a Uber, em todo o território brasileiro.

A maior parte da coleta, que totaliza 1.200 entrevistas com mulheres na faixa etária entre 18 e 59 anos, foi realizada na região Sudeste do Brasil, com 42%, seguido no Nordeste (27%), Sul (14%), Norte (9%) e Centro-Oeste (8%).

O estudo aponta, ainda, que a sensação de insegurança é maior em 35% das mulheres na hora de retornar para casa. Entre as principais ocorrências, temidas por 86% das entrevistas, está assédio e violência sexual, assalto, sequestro relâmpago, racismo e discriminação por raça ou orientação sexual.

Segundo a pesquisa, o medo não é injustificável. 90% das mulheres que saem no período noturno para lazer já sofreram alguma das situações listadas. O sequestro relâmpago lidera o ranking do medo, com 93%, seguida de estupro, 91%, assédio sexual, 90% e agressão física, com 87%.

94% das mulheres preferem sair acompanhadas como medida de segurança, sobretudo por parceiros (maridos/esposas/namorados/namoradas) ou familiares. Apenas 6% sentem confiança em se deslocar sozinhas.

No momento de escolher o meio de transporte, a segurança é o principal critério. 40% das mulheres preferem se locomover por meio de carro particular, pertencente a família, amigos ou próprio; 37% por carros de aplicativo e 13% de transporte público, como ônibus.

Seis em cada dez mulheres são acolhidas em caso de violência e constrangimento. Somente 17%, menos de um quinto, recorreram à polícia.

Como tentativa de reduzir os impactos da violência e a vulnerabilidade, 91% das mulheres avisam a pessoas de confiança para onde estão indo e que horas pretendem retornar. 78% evita tipos de roupas e acessórios e 58% levam peças de roupa que cubram o corpo.

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