
O governo do estado investiu alto na criação na Vila Natalina, montada na praça localizada em frente ao Palácio Rio Branco. O espaço ficou muito bonito, elogiado por quem já passou pelo local. A ideia é atrair o público para a programação natalina, incluindo as tradicionais cantatas de Natal, e proporcionar uma boa renda aos empreendedores instalados nas casas construídas especialmente para o período de festas.
Ocorre que no local onde estão os comerciantes, principalmente artesãos, com lindas peças que mostram o talento dos artistas acreanos, falta gente. O que mais interessa não tem acontecido até o momento. A presença do público tem sido muito pequena nas noites de programação em frente à sede do governo acreano. Mais ainda quando se compara com a movimentação na Praça da Revolução, onde também acontece uma programação natalina, só que realizada pela prefeitura de Rio Branco, e que tem conseguido atrair um público significativamente maior.
Uma das causas, segundo os próprios comerciantes, pode ser o fato da organização do governo ter decidido dividir os espaços dos empreendedores da praça de alimentação. É o que acredita a artesã Débora Ribeiro que trabalha há mais de 10 anos com artesanato. Ela elogia a beleza da Vila Natalina, mas reclama do pouco público.
“Tá fraco, a gente pensava que ia vender muito, ficar distante da alimentação acho que tem atrapalhado, mas esperamos que com o pagamento do décimo terceiro melhore bastante. A vila tá linda, mas o público não tem comparecido”, afirma.
Rose Viana é outra empreendedora que lamenta o baixo público que tem ido até a Vila Natalina. Ela afirma que em anos anteriores o público era maior, mas também espera que com o pagamento do funcionalismo público nos próximos dias o fluxo aumente. Ela também condiciona a pouca presença das pessoas ao distanciamento da praça de alimentação.
“A gente está numa expectativa muito grande que o público venha nos prestigiar. A Vila Natalina está linda demais, parece que estamos em um pedacinho de Gramado, venham mesmo visitar, visitar nosso empreendimento, ajudar os nossos empreendimentos. Eu acredito que alimentação mais próxima chama o cliente, nas edições anteriores era assim e dava mais certo”, opina.

Já a artesã Menilce Antônia, participa pela primeira vez da feira natalina. Sem loja física, Menilce comercializa seus produtos nas feiras. Ela conta que o movimento está fraco, compara com o público na Praça da Revolução, mas acredita que as vendas vão melhorar.
“Está fraco ainda, acho que as pessoas não tem muita cultura de vir aqui nessa praça para essas festas de Natal, mas sim na outra praça. Mas eu acredito que depois do pagamento, muita gente vai passar aqui, vai conhecer, vai saber que existem esses empreendimentos, todo mundo está amando essas casinhas, ficou muito bonito, mas as vendas ainda estão muito fracas”, diz.









