Rio Branco, 18 de fevereiro de 2026.

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Espiritualidade que acolhe: comunidade do templo de umbanda Luz da Vida se une para apoiar acreana em tratamento contra o câncer de mama

Amigos e amigas decidiram raspar a cabeça em um gesto fraterno e emocionante de apoio: Foto cedida

A psicóloga e servidora pública Duciana Araújo, de 46 anos, protagonizou um momento repleto de carinho, amor, solidariedade e espiritualidade. Em um vídeo divulgado nas redes sociais nesta segunda-feira, 1º de dezembro, por meio do perfil da Tenda de Umbanda Luz da Vida, a sacerdotisa de Umbanda e dirigente do templo, Marajoana Maia, dedica palavras de afeto e de acolhimento da cura para a servidora pública, diagnosticada precocemente com câncer de mama.

“O caminho pode até ser doloroso, mas o que eu tenho para te dizer é que todo mundo aqui tem um amor grande por você e que ninguém vai soltar a sua mão. E, desde agora, peço a força do Deus Pai, Deusa Mãe, dos orixás e dos seus mestres, para que eles tragam o novo na sua vida e que esse novo seja de amor, de cura e de transformação em todos os sentidos”, diz a mãe de santo.

Durante a fala, Marajoana usa uma máquina para raspar o cabelo de Duciana Araújo, que aparece visivelmente emocionada. A mãe de santo, juntamente a outros praticantes da casa, amigos da servidora, também optaram por raspar o cabelo, para apoiar Duciana no processo de tratamento.

Em um trecho da publicação, diz: “A vida pede passagem para que o novo chegue e nos abrace com amor. Encerramos novembro com a gratidão de um ciclo bonito, vivido com entrega e muito, muito amor. Por isso, entramos em dezembro de alma renovada, deixando para trás o que já cumpriu seu papel e acolhendo a nossa cura. Uma cura que vai além do físico: é cósmica, é macro, é profunda. E ela chega com afeto, presença e uma alegria que transborda no coração”.

Duciana foi personagem de reportagem do Portal Acre onde alerta para a importância do diagnóstico precoce: Foto cedida

Há um mês atrás, no dia 1º de novembro, Duciana Araújo conversou com o Portal Acre sobre o diagnóstico e a vida depois do que, para muitos, é uma sentença de morte (leia aqui).

“Nós temos o câncer como um diagnóstico de morte, se eu receber, eu estou morto, é o fim, mas ele só é visto assim porque a grande maioria dos casos só são descobertos em fase avançada, onde as chances de cura são cada vez menores. Então seria extraordinário se as mulheres tivessem consciência do quanto uma mamografia salva vidas”, afirmou Araújo ao reforçar a importância dos exames preventivos.

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