
O novo, e último episódio de 2025, do podcast de entretenimento e empreendedorismo do Portal Acre, o Sem Filtro, recebeu nesta terça-feira, 23, a jornalista acreana Adrielle Farias que tem se destacado no cenário nacional.
A acreana compartilhou diversas experiências pessoais e profissionais que marcaram, de maneira significativa, sua trajetória como jornalista. Uma dessas vivências foi participar da cobertura da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), que aconteceu em novembro, em Belém, capital do estado do Pará.
Adrielle foi a única brasileira a ser selecionada para a bolsa do projeto Climate Change Media Partnership (CCMP). Segundo ela, desde o anúncio de que o evento seria realizado no Brasil, a vontade de participar foi crescendo e, após conhecer essa bolsa internacional, decidiu tentar.
“A COP foi um sonho realizado, porque desde que foi anunciado que seria aqui no Brasil, eu já estava com muita vontade de ir. E eu conheci essa bolsa internacional, me inscrevi e quando passei na primeira fase, falei: ‘Ah, legal, passei. Está ótimo, já é uma vitória’. Eu não estava contando em passar para a segunda fase. Mas, deu certo”, compartilhou.
De acordo com a acreana, a experiência foi excelente. “Porque eu era a única brasileira junto a 11 pessoas da Ásia, da Europa. E o que não mostramos ali no dia a dia, fazendo a matéria, eu acho que talvez sejam as 4 horas de sono que eu tinha por dia, que a minha vida basicamente era estar dentro ali do que eles chamavam que era área restrita”, disse.
A rotina da jornalista, durante a cobertura do evento, fugia do que estava acostumada. “Às vezes, na correria, a gente não consegue se alimentar direito ou, por exemplo, fica com a mão tremendo de tanto tentar filmar alguém. Eu estava com a equipe do Terra na retaguarda, mas, ao mesmo tempo, era a mim que eles tinham ali para filmar, fotografar, contar a história, levar justamente esse contexto para eles”, afirmou.
Adrielle reforçou que a vivência foi muito importante e marcante para a sua trajetória. “No geral foi uma experiência muito legal, porque, por exemplo, eu estava andando e dava de cara com a Marina Silva, no mesmo local, tomando o mesmo café. Ou, por exemplo, encontrei muitos colegas aqui do Acre, do nada, fotografando, trabalhando. Então, eu acho que foi muito cansativo, teve muito perrengue, porque é um espaço gigante, mas no geral foi uma experiência muito positiva”, acrescentou.
A jornalista também comentou, considerando sua experiência na COP 30, sobre como grandes veículos, ou a mídia de outras regiões do Brasil, não retratam a Amazônia de uma maneira que reflete a real necessidade da região.
“Não reflete as reais necessidades da Amazônia, que são justamente as pessoas que estão dentro dela. E quando eu falo das pessoas dentro da Amazônia, não me refiro, por exemplo, a nós que moramos aqui em Rio Branco, mas sim aos ribeirinhos, aos seringueiros, aos quilombolas, porque ainda tem muita comunidade de quilombo, inclusive no Acre, eu descobri, fazendo umas entrevistas, que tem uma única comunidade que está tentando ser reconhecida como quilombo”, comentou.
Adrielle acrescentou ainda. “Enfim, são essas as pessoas que sofrem com as mudanças climáticas, porque nós, morando nas cidades maiores sofremos, imagina a galera que está nesses locais em que o rio seca e não tem peixe para pescar, para comer. Então, eu acredito que ainda temos um caminho a percorrer”, finalizou.








