
O Governo Federal anunciou em relatório divulgado nesta segunda-feira, 29, que o Acre receberá R$ 5,7 bilhões em investimentos até 2030 por meio do Novo PAC, programa que reúne obras e serviços estratégicos para impulsionar setores como saúde, educação, infraestrutura, cultura, sustentabilidade e transporte.
Até o fim do período, estão previstos 250 empreendimentos distribuídos em todo o estado, incluindo projetos estruturantes como a restauração da BR-364, uma nova maternidade em Rio Branco e 277 km de linhas de transmissão entre Feijó e Cruzeiro do Sul. As informações constam em material institucional oficial divulgado pelo Governo do Brasil.
A nova rodada de investimentos reforça o discurso de “desenvolvimento com inclusão” adotado pelo Planalto e integra o Acre a uma estratégia nacional de aceleração econômica e social. O documento destaca foco no atendimento direto à população e em ações que posicionam o estado em uma rota de crescimento sustentável.
Investimentos em andamento e resultados recentes
Além das obras estruturantes previstas no Novo PAC, o documento aponta avanços em diversas áreas. Na saúde, o Governo Federal destinou R$ 17,7 milhões ao SAMU em 2024, valor 25% superior ao repassado em 2022, ao mesmo tempo em que ampliou a presença do Mais Médicos, que hoje conta com quase 250 profissionais atendendo em diferentes municípios. Em dois anos, o SUS realizou o acompanhamento pré-natal de 27,5 mil gestantes e promoveu 128 mil exames preventivos de câncer em mulheres, reduzindo gargalos históricos no atendimento especializado.
Na educação, são 102 novos empreendimentos previstos — incluído um Instituto Federal — enquanto programas como o Pé-de-Meia alcançam 29 mil adolescentes, e o repasse de R$ 26,6 milhões garante alimentação escolar a 248 mil estudantes da rede pública. O governo também destaca o impacto dos incentivos à cultura, com R$ 58,8 milhões destinados a produtores, artistas e gestores locais por meio da Lei Paulo Gustavo e da Política Nacional Aldir Blanc.
O setor produtivo também apresenta números relevantes: R$ 3 bilhões em crédito rural foram liberados para fortalecer a agricultura familiar e o agronegócio, enquanto programas de habitação devem garantir 3 mil novas moradias pelo Minha Casa, Minha Vida até 2027. Do ponto de vista fiscal, R$ 9,9 bilhões foram repassados ao estado e municípios somente em 2024 — um aumento de 29% em relação a 2022 — ao lado de R$ 711 milhões em investimentos industriais via Nova Indústria Brasil.
Os impactos sociais também são mencionados: 38,6 mil pessoas deixaram a linha da pobreza recentemente; 122 mil famílias recebem o Bolsa Família; e 17 mil empregos formais foram criados desde 2023, com apoio a micro e pequenos empreendedores por meio do Desenrola, que beneficiou 20 mil acreanos em renegociação de dívidas.
Gladson Cameli: “Governar com união”
Em publicação da estatal Agência de Notícias do Acre que foi ao ar depois da divulgação dos números pelo Governo Federal, o governador Gladson Cameli avaliou os indicadores como resultado de uma política de cooperação institucional que tem gerado avanços sólidos no estado.
“Sempre digo que não se governa sozinho. É preciso contar com o apoio da nossa bancada, do governo federal, dos prefeitos e de todos aqueles que assumem o compromisso político e social de transformar a realidade do Acre para melhor. Recebo esses números como a coroação de ações integradas que são o diferencial da minha gestão. O povo está acima de qualquer divergência política e, por isso, todo investimento e ajuda que o nosso estado recebe eu agradeço, como democrata que tem como prioridade reduzir as desigualdades.”
“Governança compartilhada”
Com a injeção de recursos federais, a política de cooperação entre os governos e a continuidade de programas de transferência e apoio institucional, o Acre entra numa fase de investimentos considerada uma das maiores dos últimos anos. O cenário aponta potencial para melhoria de indicadores sociais, fortalecimento de serviços essenciais e maior capacidade de geração de renda — pontos que, segundo o governo estadual, só são possíveis graças à “governança compartilhada” e à manutenção de canais permanentes de diálogo entre Brasília, Rio Branco e os municípios.








