Rio Branco, 17 de janeiro de 2026.

SEMSA DIA 24

Sem sistema de monitoramento, cheia do Igarapé São Francisco pode tornar cenário da enchente ainda mais crítico

Igarapé São Francisco “corta” 27 bairros de Rio Branco – Foto: cedida

Com o apoio da Universidade Federal do Acre (Ufac), o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE/AC) apresentou, nesta segunda-feira, 29, dados atualizados sobre a situação do Igarapé São Francisco. O curso de água passa por 27 bairros da capital acreana e tem uma bacia hidrográfica que corresponde a 45 mil hectares.

Segundo o engenheiro civil e professor do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas da Ufac, Ricardo Ribeiro, não há um sistema de monitoramento do Igarapé São Francisco, o que permitiria ações preventivas e o alerta à população, o que aumenta os riscos de crise em cenários de cheia do Rio Acre e alagamentos.

“Sem o monitoramento, temos dificuldades de estabelecer, com precisão, quando e quantos bairros serão afetados. E esse estudo está direcionado a justamente isso, a entender quais seriam os impactos. Podemos dizer que é a primeira vez que está sendo feito um modelo computacional e apesar dos dados serem escassos, temos tentado desenvolver um modelo hidrodinâmico da bacia, para saber qual é o volume da água, em quanto tempo chega e onde chega”, destacou.

Ribeiro destaca ainda que o estudo é uma forma de fortalecer a elaboração de políticas públicas efetivas que possam solucionar a problemática.

A conselheira do TCE/AC, Naluh Gouveia, esteve presente na reunião. “Mesmo em recesso, a presidente Dulce Benício mobilizou as equipes, para que a gente possa dar suporte à prefeitura e aos demais órgãos, e agora com esse chamado para que se acompanhe a situação do Igarapé São Francisco. Nossa atuação é justamente essa, direcionar e tornar menos burocrático o processo de execução. Por exemplo, a presidente viu uma situação, uma cratera quase em frente ao Horto Florestal, e acionou a prefeitura, que na mesma hora mandou uma equipe e a via foi interditada”, pontuou.

O coordenador executivo do Grupo de Trabalho ‘Adjunto aos Cuidados do Igarapé São Francisco’, Rômulo Silva, reforçou que o grupo atua junto a outras entidades, como o TCE e Assembleia Legislativa, para entender as demandas e propor medidas que solucionem as problemáticas do cenário.

“Nós vivemos um momento difícil, mas que não é de agora, já é de décadas, e o grupo tem esse propósito de recuperação dos serviços ecossistêmicos e que envolve uma atuação direta com as pessoas. A gente vem aqui discutir para que isso seja tratado da melhor forma possível, com base na ciência”.

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