
Com o apoio da Universidade Federal do Acre (Ufac), o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE/AC) apresentou, nesta segunda-feira, 29, dados atualizados sobre a situação do Igarapé São Francisco. O curso de água passa por 27 bairros da capital acreana e tem uma bacia hidrográfica que corresponde a 45 mil hectares.
Segundo o engenheiro civil e professor do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas da Ufac, Ricardo Ribeiro, não há um sistema de monitoramento do Igarapé São Francisco, o que permitiria ações preventivas e o alerta à população, o que aumenta os riscos de crise em cenários de cheia do Rio Acre e alagamentos.
“Sem o monitoramento, temos dificuldades de estabelecer, com precisão, quando e quantos bairros serão afetados. E esse estudo está direcionado a justamente isso, a entender quais seriam os impactos. Podemos dizer que é a primeira vez que está sendo feito um modelo computacional e apesar dos dados serem escassos, temos tentado desenvolver um modelo hidrodinâmico da bacia, para saber qual é o volume da água, em quanto tempo chega e onde chega”, destacou.
Ribeiro destaca ainda que o estudo é uma forma de fortalecer a elaboração de políticas públicas efetivas que possam solucionar a problemática.
A conselheira do TCE/AC, Naluh Gouveia, esteve presente na reunião. “Mesmo em recesso, a presidente Dulce Benício mobilizou as equipes, para que a gente possa dar suporte à prefeitura e aos demais órgãos, e agora com esse chamado para que se acompanhe a situação do Igarapé São Francisco. Nossa atuação é justamente essa, direcionar e tornar menos burocrático o processo de execução. Por exemplo, a presidente viu uma situação, uma cratera quase em frente ao Horto Florestal, e acionou a prefeitura, que na mesma hora mandou uma equipe e a via foi interditada”, pontuou.
O coordenador executivo do Grupo de Trabalho ‘Adjunto aos Cuidados do Igarapé São Francisco’, Rômulo Silva, reforçou que o grupo atua junto a outras entidades, como o TCE e Assembleia Legislativa, para entender as demandas e propor medidas que solucionem as problemáticas do cenário.
“Nós vivemos um momento difícil, mas que não é de agora, já é de décadas, e o grupo tem esse propósito de recuperação dos serviços ecossistêmicos e que envolve uma atuação direta com as pessoas. A gente vem aqui discutir para que isso seja tratado da melhor forma possível, com base na ciência”.








