
Mileny Andrade (estagiária), sob supervisão de Leônidas Badaró
A servidora da Prefeitura de Rio Branco e professora Rila Freze foi vítima de um golpe aplicado por criminosos por meio do WhatsApp na última terça-feira, 16. O caso começou quando ela recebeu uma mensagem pelo Instagram de uma pessoa que se passou por uma amiga e pediu ajuda para votar em uma suposta pesquisa online.
Após aceitar ajudar, Rila recebeu uma ligação de um número com DDD do Acre. Durante a conversa, os golpistas pediram que ela confirmasse um código, alegando que seria apenas para validar o voto. Sem desconfiar, ela informou o número exibido na tela do celular.
Logo em seguida, a professora perdeu completamente o acesso ao WhatsApp. Em poucos minutos, familiares começaram a receber mensagens e áudios com a voz da vítima pedindo dinheiro. Um dos pedidos foi direcionado ao filho de Rila, que estuda fora do estado.
Acreditando que estava ajudando a própria mãe, o jovem chegou a enviar o valor de R$ 350, conforme solicitado pelos criminosos. Somente depois da transferência ele estranhou a situação e entrou em contato com a mãe por outro meio, momento em que os dois perceberam que se tratava de um golpe.
Segundo a vítima, o PIX foi direcionado para um local identificado como Joinville, município de Santa Catarina, e também solicitaram que um familiar enviasse dinheiro para uma suposta instituição, que até o momento não existe.
Sem acesso ao WhatsApp, Rila Freze tentou alertar amigos e familiares sobre o golpe por meio do Instagram, para evitar que mais pessoas fossem enganadas.
Abalada, a servidora registrou boletim de ocorrência e tenta resolver a situação junto à operadora. Ela afirma que não se trata de uma simples clonagem, mas como se o aplicativo tivesse sido transferido para outro aparelho.
“Meu filho estuda fora, eu economizo cada centavo. Ele achava que estava mandando dinheiro para mim, mas era para os golpistas. A sensação é de ter sido assaltada virtualmente”, relatou.
A professora deixa o alerta para que a população fique atenta. Segundo ela, os criminosos usam uma linguagem convincente e bem articulada para enganar as vítimas.








