
Mais de 55 mil pessoas participaram da centésima edição da São Silvestre, a tradicional corrida de rua, realizada em São Paulo nesta quarta-feira, 31. Entre elas, o profissional de Educação Física acreano, Nilton Pontes. Em entrevista ao Portal Acre, Pontes compartilhou que o interesse pela corrida surgiu após abandonar as partidas de futebol.
“Sempre que eu ia nas peladas, me machucava, então eu parei e comecei a correr. Comecei bem simples, treinando, e depois comecei a participar de corridas em Rio Branco, onde eu moro. E eu sempre via a São Silvestre pela TV e eu disse: um dia, eu vou correr aí”, disse o educador físico.
Em 2016, Nilton Pontes viajou pela primeira vez para participar da corrida. “Eu fui e me apaixonei, é uma corrida muito encantadora e uma grande festa, porque muita gente vem para competir, claro, mas acho que 95% das pessoas estão na Silvestre pela alegria. São 55 mil pessoas em 2025, então imagina, a festa, a alegria, tem gente que vem até fantasiada”, destacou.
O sentimento de admiração pela corrida cresceu e Nilton colocou como meta: participar de 10 edições. Em 2025, o acreano completou nove anos seguidos de São Silvestre. “Desde 2016, coloquei como meta pessoal participar da corrida por 10 anos seguidos, até como um incentivo para manter algo que nasceu como hobby. Esse ano, concluí a minha nona São Silvestre, e a meta continua”.
Nilton afirma que a maior motivação são os benefícios que a prática traz para a saúde e a oportunidade de incentivar outras pessoas a participarem. “O que me motiva é a saúde, a qualidade de vida, e eu poder motivar outras pessoas a participarem. Eu tive essa alegria de poder trazer vários amigos. O Genival, meu amigo, nunca tinha corrido na vida, convenci ele a vir esse ano, já é a quarta vez que ele participa”.
Em 2023, o companheirismo com Genival Sombra resultou em uma nova aventura. Nilton Pontes foi vítima de um golpe de passagens aéreas e quase perdeu a chance de ir para São Paulo. Mas, junto com o amigo, fizeram todo o trajeto em um Fusca. A dupla percorreu mais de 3 mil quilômetros e ganhou destaque nacional.

Na centésima edição, os acreanos Ana Paula Xavier, Genival Sombra, Raimundo Félix, Elisangela Pontes e Aníbal Diniz, também marcaram presença na corrida ao lado de Pontes.
Segundo Nilton, a São Silvestre se transformou em uma forma de celebração ao ano. “Correr a São Silvestre, para mim, é uma forma de agradecer pelo ano que passou, de agradecer a Deus pela saúde, pela vida, por ter condições financeiras para vir até aqui, e comemorar o ano que se inicia. Poder comemorar a passagem do ano correndo é muito legal, desafiador também, e é isso que me deixa feliz”.








