Rio Branco, 18 de fevereiro de 2026.

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Com inaguração de Centro de Atenção Psicossocial, Rio Branco fortalece atendimento em saúde mental à crianças e adolescentes

Centro tem diversos espaços de convivência – Foto: Pâmela Celina

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, inaugurou nesta quarta-feira, 14, o Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi) Damião Nunes da Costa, um serviço especializado voltado ao atendimento de crianças e adolescentes de até 17 anos com transtornos mentais graves e persistentes.

O CAPSi vai funcionar de segunda a quinta-feira, das 7h30 às 11h30 e das 14h às 17h. Nas sextas-feiras, o trabalho será voltado para a parte administrativa.

Segundo Bocalom, a obra é fundamental e atende uma demanda da população de mais de 20 anos.

“O nosso compromisso sempre foi com o ser humano. Nosso compromisso é para aqueles que mais precisam. Esta é uma obra fundamental e momento que estamos vivendo hoje em dia, principalmente aqui no Brasil, é que estamos tendo crianças e jovens e crianças que estão longe de nós. Então, o CAPSi vem exatamente para atender essas famílias que, muitas vezes, não sabem onde ir e aqui é um centro de atenção especializado, com um neuropsicólogo”, afirmou.

Bocalom destacou que o novo espaço fortalece o cuidado com a saúde mental de crianças e adolescentes – Foto: Pâmela Celina

Bocalom reforçou que o local é para atender pessoas que buscam tratar a saúde mental. “Eu tenho certeza que as pessoas vão melhorar com os atendimentos que nós vamos ter e que vamos poder ajudar muitas famílias, ajudar muitas crianças e muitos jovens”, declarou.

Com a inauguração, o CAPSi passa a ser a principal referência municipal para casos mais complexos de saúde mental infantojuvenil, como psicoses, depressão grave, comportamentos de automutilação recorrente, tentativas ou risco de suicídio, crises intensas de agressividade, além de sofrimentos psíquicos associados ao uso abusivo de álcool e outras drogas.

Conforme o secretário Municipal de Saúde (Semsa), Rennan Biths, o centro faz parte da reestruturação da área da saúde na cidade.

“A gente dá um passo importante no início de 2026 com o olhar agora para a rede de atenção psicossocial. Então, já avançamos nas unidades básicas de saúde, reorganizamos e fortalecemos esse trabalho que é realizado de assistência. Diante do trabalho realizado pela equipe técnica, entendemos que, nesse momento, a prioridade é esse público infantojuvenil. A implantação do CAPSi é uma demanda de muitos anos na nossa capital”, detalhou.

Biths lembrou que CAPSi faz parte da reestruturação das unidades de saúde – Foto: Pâmela Celina

Rennan acrescentou que todos os pacientes que estão sendo atendidos, de alguma forma, dentro da rede foram regulados para essa unidade.

“O serviço já está em funcionamento, nós estamos com os familiares, com os pacientes, recebendo o primeiro atendimento, conhecendo o novo espaço conhecendo a equipe aqui a gente vai ter dois médicos, três psicólogos e um enfermeiro para iniciar esse trabalho. A expectativa é de que consigamos consolidar essa unidade realmente como uma unidade de referência para o cuidado da saúde mental das nossas crianças e dos nossos adolescentes”, disse.

Para a estruturação da unidade, foram cerca de sete meses de trabalho para que o centro fosse inaugurado. Este, segundo Biths, é o primeiro CAPS deste porte no estado do Acre.

“É uma experiência nova, não só na capital, mas no estado do Acre. E toda essa equipe hoje tem todo o protocolo, toda a dinâmica estabelecida e, a partir de agora, nós vamos colocar em prática e entregar para a população um serviço de qualidade que leve dignidade para essas famílias que precisam desse tipo de atendimento”, informou.

A obra teve um investimento de cerca de R$ 360 mil, para construção e mobiliários, proveniente de recursos próprios, o CAPSi tem, inicialmente, capacidade de atender 40 pacientes. Entretanto, será realizado um levantamento individual com os pacientes para entender a demanda de cada um deles. “A partir da avaliação desses primeiros 40 pacientes será possível dar a perspectiva do que vamos poder absorver a mais”, completou o secretário de saúde.

De acordo com a coordenadora do CAPSi, a neuropsicóloga, Kelly Albuquerque, enfatizou que a unidade vai cuidar das pessoas que possuem transtornos mentais graves e persistentes.

“É importante frisar isso, porque acontece muito de vir demandas que não são para o CAPS e nós trabalhamos com o perfil de pessoas com transtorno grave e persistente. O CAPSi vai trabalhar com crianças de 0 a 17 anos e 6 meses, porque a partir dessa idade nós temos o CAPS Samaúma, que faz esse atendimento com os adultos. Então, o nosso público é para crianças e adolescentes que possuem um transtorno mental grave e persistente”, ressaltou.

Kelly destacou ainda que o centro não oferece atendimento ambulatorial. “Nós temos aqui os trabalhos que são todos voltados para multidisciplinaridade. Nós temos vários profissionais capacitados e todos vão trabalhar a questão da saúde mental, que se unem, formam equipes, grupos e vão trabalhar para ajudar essas pessoas, essas crianças, adolescentes e suas famílias que estão sofrendo por conta do adoecimento com transtornos mentais. O CAPS é porta aberta, a pessoa vem e já vai ser atendida, vai ser informada e encaminhada para o atendimento necessário”, acrescentou.

Silvia Maia Duarte, de 43 anos, levou sua filha, de 13 anos, para fazer o primeiro acolhimento na unidade.

Silvia, mãe de uma criança atendida, elogiou o novo espaço – Foto: Pâmela Celina

“É a primeira vez que eu estou aqui e achei o atendimento ótimo, porque eu já estou há muitos anos com a minha filha tendo transtorno e estávamos em desespero atrás de um atendimento e não conseguia. E ontem nos ligaram para que estivéssemos hoje aqui. E quando eu cheguei, fomos bem recebidos, bem acolhidos, me senti em casa, me senti protegida. Então, eu creio que de hoje em diante as coisas vão melhorar para nós, para a minha filha”, compartilhou.

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