
O secretário de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), Assur Mesquita, comentou nesta sexta-feira, 30, sobre a reestruturação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Acre, além das perspectivas para o desenvolvimento econômico local a partir da nova fase e investimentos que está recebendo.
Conforme Assur, o retorno efetivo da ZPE começou a se concretizar com a mudança na legislação federal em 2023, que tornou o modelo mais atrativo para o setor produtivo.
“A verdade é que o retorno da ZPE já se deu com essa nova lei. Até então, no passado, ela não logrou êxito. A nova legislação abriu possibilidades reais para que a ZPE se tornasse, de fato, um instrumento atrativo”, afirmou.
Além disso, o secretário também destacou que, o governo, em parceria com a Federação das Indústrias do Acre (Fieac) e os demais sócios que administram a ZPE, tem trabalhado para recuperar a infraestrutura deteriorada e regularizar pendências documentais e burocráticas.
“Conseguimos a regularização de 100% dos terrenos, hoje cada área possui matrícula própria. Já realizamos a reforma predial necessária e estamos contratando o sistema que vai permitir a emissão e a operacionalização junto à Receita Federal”, explicou.
Segundo o gestor da Seict, o interesse empresarial é algo que já começa a se materializar. “Nós já temos 12 manifestações formais de interesse de indústrias em análise. Posso dizer que duas delas já estão prontas para entrar nessa nova retomada e anunciar investimentos ainda neste semestre”, detalhou.
De acordo com Assur, os setores com maior interesse na ZPE, neste primeiro momento, são das áreas de química, tecnologia e madeira. Para ele, a zona se insere em um contexto estratégico mais amplo.
“O Acre hoje está nessa inserção geoeconômica, com ligação ao Pacífico. A ZPE é um instrumento criado exatamente para atrair negócios e, em 2026, ela estará totalmente redonda, com todas as arestas aparadas, se tornando um elemento de atração de novos empreendimentos para o estado”, destacou.

O presidente da Fieac, José Adriano, enfatizou que a estratégia adotada teve como prioridade a estruturação técnica, antes da promoção do projeto. Além de ressaltar que há etapas importantes em andamento.
“O que pedimos foi que esse processo fosse feito de forma silenciosa, primeiro estruturando tudo, antes de vender uma proposta que não pudesse ser entregue. O que estava sendo dito agora a pouco é que estamos quase fechando com empresas para se instalarem lá. Nós temos um sistema caro, que precisa ser trazido para novamente para ser ativado, além de todo um trabalho com a Receita Federal”, ressaltou.
Segundo Adriano, a possibilidade de internalizar até 50% da produção das empresas instaladas, prevista na nova legislação, amplia significativamente a atratividade do projeto.
“Olhando também para esse formato, que mudou a partir do ano de 2023, que é a condição de internalizar em torno de 50% daquilo que é trabalhado lá dentro, traz uma condição muito maior de captar empresas para aquela região”, disse.








