
O levantamento do dossiê “Assassinatos e violências contra travestis e transexuais brasileiras em 2025”, realizado pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), mostra que o Acre é um dos cinco estados em que não foram encontrados registros no período.
Segundo a pesquisa, o número “0” deve ser visto com cautela, já que a ausência de dados pode indicar um cenário de precariedade sobre a coleta das informações ou até mesmo de políticas públicas voltadas às mulheres trans e travestis.
“Um “zero” estatístico não quer dizer que o estado seja seguro ou que assassinatos não ocorreram, mas é um reflexo do silenciamento, inviabilização e da exclusão social extrema”, diz trecho da pesquisa.
Apesar da redução no número de assassinatos, de 122 (2024) para 80 (2025), o Brasil ainda ocupa o primeiro lugar no ranking de países que mais matam transsexuais e travestis no mundo.
Tocantins, Piauí, Rondônia e Roraima também apareceram sem nenhum registro. Ceará e Minas Gerais lideram com o maior número de ocorrências, com registro de oito assassinatos, cada.
Confira o número de casos por estado:
- Ceará – 8 casos
- Minas Gerais – 8 casos
- Bahia – 7 casos
- Pernambuco – 7 casos
- Goiás – 5 casos
- Maranhão – 5 casos
- Pará – 5 casos
- Paraíba – 4 casos
- Paraná – 4 casos
- Rio Grande do Norte – 4 casos
- São Paulo – 4 casos
- Mato Grosso – 3 casos
- Rio de Janeiro – 3 casos
- Alagoas – 2 casos
- Distrito Federal – 2 casos
- Espírito Santo – 2 casos
- Mato Grosso do Sul – 2 casos
- Amazonas – 1 caso
- Amapá – 1 caso
- Rio Grande do Sul – 1 caso
- Santa Catarina – 1 caso
- Sergipe – 1 caso








