
A Polícia Civil do Acre concluiu a primeira fase da investigação sobre o assassinato do jornalista e ativista cultural Moisés Alencastro de Souza, de 59 anos.
O delegado Alcino Ferreira Júnior, responsável pelas investigações, confirmou ao Portal Acre que Antônio de Souza Moraes, de 22 anos, e Nataniel Oliveira de Lima, de 23 anos, foram indiciados pelos crimes de homicídio qualificado e furto qualificado.
Segundo o delegado, o inquérito foi finalizado e encaminhado ao Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), que agora tem o prazo legal de cinco dias para oferecer denúncia. Caso a denúncia seja aceita, o processo seguirá para julgamento pelo Tribunal do Júri.
“Com o indiciamento, encerramos a primeira fase do trabalho investigativo. O Ministério Público agora analisará o material produzido para dar prosseguimento à ação penal”, afirmou Alcino Júnior.
Relembre o caso
O jornalista, ativista cultural e colunista social Moisés Alencastro foi encontrado morto em seu apartamento no Conjunto Morada do Sol, Condomínio Nehine, na Rua Netuno, em Rio Branco, na noite da segunda-feira,22. O corpo foi localizado pelo marido de uma amiga da vítima.
De acordo com a Polícia Civil, Moisés apresentava quatro perfurações causadas por arma branca, com lesões no abdômen, região das costelas e um corte no pescoço. O corpo já estava em rigidez cadavérica, indicando que o crime teria ocorrido cerca de 20 horas antes, possivelmente na noite do domingo, 21.
Inicialmente, a principal linha de investigação apontava para um possível latrocínio, já que o veículo da vítima foi levado e posteriormente localizado no bairro Quixadá. O rastreamento do celular também indicou que o aparelho foi abandonado em uma área de mata da mesma região.
Uma moradora do condomínio relatou à polícia que presenciou a saída do carro por volta das 21h, quando o condutor teria colidido duas vezes contra o portão antes de deixar o local.
As investigações continuam para esclarecer completamente a dinâmica do crime, a motivação e a possível participação de outras pessoas. Novas informações devem ser divulgadas conforme o avanço do caso.








