Por volta das 10h30 horas da manhã desta terça-feira, 20 de janeiro de 2026, Xapuri vive um clima de expectativa e devoção à espera do ponto alto da 124ª Festa de São Sebastião: a grande procissão, prevista para ocorrer entre o fim da tarde e o início da noite, logo após a última celebração solene na Igreja Matriz.
Após dez dias de intensa programação religiosa, cultural e esportiva, iniciada no último dia 11, a cidade amanheceu sob chuva forte e persistente, que começou por volta das 4h30 da manhã e segue caindo ao longo da manhã. O volume de chuva reduziu significativamente a movimentação nas primeiras horas do dia, tornando o entorno da Igreja Matriz de São Sebastião mais silencioso e com presença tímida de fiéis.
Mesmo assim, a fé não deixou de se manifestar. Ao longo da manhã, a igreja continuou recebendo romeiros, visitantes e devotos, muitos deles pagando promessas e fazendo orações silenciosas diante do altar do padroeiro. A imagem de São Sebastião, que sairá em procissão pelas ruas da cidade, já está devidamente ornamentada e preparada, aguardando o momento mais aguardado da festa.

Outro reflexo da forte chuva é sentido no espaço ocupado pelos marreteiros, comerciantes vindos de várias regiões do Acre e de fora do estado, que enfrentam dificuldades em razão de alagamentos pontuais em algumas áreas do circuito. Apesar dos transtornos, o sentimento predominante entre os trabalhadores é de compreensão e resignação. Para muitos deles — e também para os xapurienses — a chuva faz parte da tradição da festa.

Não são raras as edições da Festa de São Sebastião marcadas por tempo chuvoso no dia 20 de janeiro. Em algumas ocasiões, inclusive, sob chuvas ainda mais intensas, o que reforça o simbolismo de resistência e fé que acompanha a celebração ao longo de mais de um século.
À medida que a tarde se aproxima, cresce a expectativa de fiéis e visitantes de que o tempo permita a realização da procissão, momento em que milhares de pessoas tomam as ruas de Xapuri em um dos mais fortes atos públicos de fé do Acre. Independentemente do clima, a cidade segue mobilizada, certa de que São Sebastião, mais uma vez, reunirá seu povo em torno da devoção, da tradição e da esperança em uma manifestação que já dura 124 anos.








