
A prisão de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, pelos Estados Unidos no último dia 3 de janeiro tem repercutido em todo o mundo. Em entrevista realizada nesta segunda-feira, 5, imigrantes venezuelanos têm opinado sobre toda essa situação.
Zoila García, de 62 anos, trabalhava como comerciante na Venezuela. Há um mês no Acre, ela conta que não aprovava o governo de Maduro e que espera que a prisão ajude, de alguma forma, o povo venezuelano.
“Olhe o que passou com ele, tanta pobreza na Venezuela. Não há dinheiro, tudo está subindo mais e está caro, como a comida. Quase não há trabalho. E trabalho que há, não lhes pagam bem”, afirmou.
Nahum Soliz, de 43 anos, é técnico em refrigeração e está há três meses no Acre. Segundo ele, o desejo de todo migrante venezuelano é voltar para sua nação.
“Mas uma nação com princípios, com valores, com respeito, com tolerância. Em minha nação não se pode falar publicamente do sistema de governo porque a pessoa é reprimida e é dominada pelo poder que atualmente o administra. Então, nós realmente precisamos de uma mudança positiva em nossa nação, através dessa situação que se está vivendo atualmente com a saída de Maduro”, afirmou.
Nahum acrescentou também. “Sabemos que agora o presidente Trump declarou publicamente que ele vai tomar controle da nação enquanto se produz uma mudança política que seja positiva para ambas partes. E estamos esperando isso. A Venezuela é um país rico em riquezas minerais e naturais, e você vive em uma miséria muito grande lá. Nosso país, acho que é o segundo com maior quantidade de petróleo a nível mundial. Além disso, ele é rico em minerais, como a bauxita que serve para produzir maquinaria tecnológica”, completou.
De acordo com ele, o mundo ficou sabendo da situação a qual a Venezuela vive, atualmente regida pelo chavismo, devido ao grande êxodo da população a diversos países do mundo.
“A Venezuela ficou conhecida no mundo pela situação que vive o nosso país. Como um país tão rico pode viver em tanta miséria, em tanta decadência. São 25 anos que temos sido afetados, nossos filhos jovens sem poder ir à universidade, porque não têm os recursos para fazê-los. Universidades fechadas, hospitais colapsada pela situação do país, mulheres dando à luz nas portas dos hospitais porque não têm recursos nem insumos para poder viver, ou para poder dar à luz aos seus filhos. É muito difícil o que nós vivemos durante 25 anos de ditadura. O povo não precisa de regalias, o povo precisa de trabalho e um salário adequado e propício para que as pessoas possam dar uma melhor qualidade de vida aos seus familiares”, declarou enquanto segurava seu filho nos braços.
Questionado sobre as intenções dos Estados Unidos com relação ao país, Nahum respondeu. “Neste momento, muitos países sentem temor, que assim como tomaram a Maduro de Venezuela e o raptaram, podem fazer com qualquer presidente da América Latina, mas eu penso que, geralmente, creemos que quando uma nação está sendo destruída por seu sistema político, tem que haver alguém que faça algo, porque o povo não pode sofrer, os filhos não podem sofrer, a família não pode sofrer o dano de um sistema político que o que faz é destruir e não beneficiar a população. É o que penso a respeito”, opinou.








