
Em janeiro, um suposto caso de maus-tratos contra três crianças de Xapuri, entre elas, uma bebê de apenas sete meses, causou indignação em toda a comunidade acreana e levou familiares a buscarem na Justiça pela guarda provisória, a fim de preservar a vida e garantir a segurança dos envolvidos durante o andamento do processo.
Com a repercussão do caso, o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) e a Defensoria Pública do Estado do Acre (DPE/AC), atuaram para proteger as crianças, em razão da suposta situação de risco e negligência cometida pela genitora.
Em entrevista ao Portal Acre nesta sexta-feira, 6, Maria Aparecida de Souza, tia paterna da criança mais velha, de 4 anos, identificada pelas iniciais F.S.S, compartilhou detalhes da decisão e disse que, no momento, o sobrinho ficará sob a tutela de sua irmã, já que atualmente, reside no mesmo terreno da mãe das crianças, possível autora dos abusos.
“Saiu a decisão da guarda provisória, eu que abri o pedido, mas no momento ele vai ficar com a minha irmã, porque eu preciso me organizar e saber se eu vou conseguir vender a minha casa e sair daqui, porque eu moro, atualmente, entre a mãe das crianças e a mãe dela. As casas são próximas, não teria como a gente ficar assim, e fomos na Defensoria, explicamos, e a guarda foi passada para a minha irmã”, detalha.
Aparecida Souza acrescentou ainda que, mesmo com a proximidade, não interage com a mãe das crianças. Em relação ao estado de saúde e ao bem-estar das crianças, a tia garantiu que todos seguem bem e em recuperação. “O único que não tenho muitas notícias, até o momento, é o K.S.M”.
A guarda provisória da bebê, identificada pelas iniciais A.V.S.P, foi dada ao genitor, Renato Pereira. Já a criança de 2 anos, K.S.M, está em uma casa de acolhimento, em Brasiléia, sob proteção do estado, até a obtenção de uma manifestação técnica que ateste a viabilidade da guarda seja dada à avó materna da criança.








