Rio Branco, 30 de maio de 2026.

É muita gasolina para pouco carro

Tem dono de posto de gasolina preocupado com o gasto de algumas secretarias e autarquias com combustível. Problema é que é muito combustível para pouco veículo. E não, os donos não estão preocupados com os gastos públicos não, é medo de não receber mesmo de tão grande que está o consumo. E tem medo de uma fiscalização, claro.

Depois do carnaval, o bicho pega

O Carnaval deve acalmar o frisson da política acreana. Depois, vai ser aquela correria. Quem ainda não tem chapa forte precisa fechar, as alianças não podem passar de abril para serem sacramentadas e quem tem cargo público precisa se afastar. É quando a política começa pra valer.

Trabalha por 10

Foi o que ouvi de uma pessoa sobre a Themyllis Silva, nova secretária de Agricultura de Gladson. A mulher é uma máquina de trabalho. Conhece a Seagri de ponta a ponta e vai seguir o trabalho que o Tchê vinha fazendo na produção agrícola do estado. Não vai agradar todo mundo, lógico, mas foi uma escolha justa e sensata do governador.

Tchê conseguiu o que todos sonham

Aliás, Tchê conseguiu o que muitos sonham e poucos conseguem, que é deixar alguém de sua extrema confiança no comando da secretaria que comandava. E estamos falando de uma das mais importantes do governo acreano. Tem muito secretário que se tivesse essa chance também se aventuraria em uma eleição. Claro que, no caso do Tchê,  o fator político conta, mas é inegável, os avanços no setor rural. Falta muito, mas tem avançado bastante, é preciso reconhecer.  

Gestores que chegam ao final do governo Gladson bem avaliados

Taynara Martins (Detran) e Aberson Carvalho (Educação) são dois que estão muito bem avaliados. Pegam carona na posse dos últimos concursos e no bom trabalho que fazem. Seriam fortes candidatos, mas devem continuar em seus cargos. Mailza, se for esperta, mantém os dois. Já conhecem a máquina administrativa e dão resultados.

Outros se prejudicam pelo tamanho de suas pastas

Óbvio que tem outros bons nomes no governo, mas mesmo que tenham feito um trabalho reconhecido na gestão, suas pastas não reverberam. O maior exemplo disso é Gabriela Câmara, recordista de entrega de títulos na história do Iteracre. No entanto, a autarquia, mesmo a regularização fundiária sendo extremamente importante, não se traduz em votos.

De olho no Petecão

Os adversários de Petecão no Senado estão de “butuca” pro rumo do cabeção. Tido como carta fora do baralho, Peteca faz um mandato muito próximo dos prefeitos e tem recebido apoio de vários, mesmo que não publicamente. Tem muito prefeito grato aos recursos destinados pelo Senador. Se não assume publicamente o apoio, costura por debaixo dos panos. Petecão pode surpreender.

E o Jorge Viana?

É outra incógnita que deve ser respondida só depois do Carnaval. Se não for candidato, é uma pena. Digo isso porque pela ficha de serviços prestados ao Estado, com os erros e acertos de seus governo e mandato de Senador, engradece o debate eleitoral e contribui para uma campanha mais propositiva. Eu ainda acho que disputa. E se entrar, vem forte.

Os olhos do Bocalom brilham

Na opinião deste simples colunista, tem que acontecer algo muito fora da curva para que Bocalom não seja candidato ao governo do Acre. Quem conversa com o prefeito e toca no assunto vê os olhos do homem brilharem mais do que quando ele olha pra dona Kelen. Bocalom é o tipo de político que não tem medo de desafio, não tem medo de perder o poder e acredita em seu potencial. Um exemplo é quando se toca em número de pesquisa, mesmo com números a seu favor. “Filhão, pesquisa é momento e é pende pro lado de quem contrata”.

Segurança no Carnaval

Sempre nesta época do ano, existe a repetida pergunta se a segurança pública vai concentrar o policiamento apenas na área do Carnaval e deixar os bairros desguarnecidos. Ora, nem mesmo o mais incompetente operador de segurança faria algo. O policiamento que vai tentar garantir a segurança dos foliões é o que estaria de folga e é feito um remanejamento. Até porque o número de policiais nos bairros está longe do ideal.

Taynara, blitz neles

Uma das grandes preocupações é com o trânsito. O que tem de irresponsável que enche o rabo de cachaça e insiste em dirigir, não é brincadeira. E para esses inconsequentes é que o Detran precisa encher essa cidade de blitz. Quem é cidadão de bem, que não bebe e dirige não reclama. Pelo contrário, sabe que uma blitz pode salvar a vida de alguém, inclusive, um familiar ou amigo. Para cachaceiro que usa o carro como arma não tem mais história de educação no trânsito, é preciso fiscalização, multa e, se for o caso, cadeia.

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Leônidas Badaró

É natural de Xapuri, onde começou na comunicação há 25 anos. De lá pra cá atuou como repórter e apresentador em Rádio, TV e Online. Apaixonado por esportes, também é narrador de futebol.

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