
A mãe de Naiane Brandão Lima, de 27 anos, afirma estar vivendo momentos difíceis desde que o Benefício de Prestação Continuada (BPC) da filha, Naiane Brandão Lima, de 27 anos, foi bloqueado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em outubro de 2025.
A família é de Cruzeiro do Sul. Segundo Maria, Naiane tem paralisia infantil e é totalmente dependente dos cuidados da mãe para todas as atividades diárias. “A Naiane tem 27 anos e tem paralisia infantil. Ela não anda, não fala, não senta. Ela é totalmente dependente de mim”, relata.
De acordo com a Maria, o benefício foi suspenso após o INSS apontar que a renda mensal familiar ultrapassou o limite exigido por lei para concessão do BPC, fixado em R$ 379,50 por pessoa.
Na época, segundo ela, o padrasto de Naiane estava empregado com carteira assinada, recebendo um salário mínimo.
“Minha filha ganha o benefício BPC. Meu esposo estava trabalhando de carteira assinada, aí constou que a nossa renda ultrapassou o limite. Então, eles bloquearam o benefício dela desde outubro de 2025”, explica.
A mãe de Naiane afirma ainda que entrou com recurso pela internet e que enviou a documentação solicitada para reativar o benefício, porém o pedido foi negado novamente. “Eu entrei pelo site e recorri, mandei a documentação, e agora eles negaram de novo”, detalha.
Maria ressalta que o marido está atualmente cumprindo aviso prévio e deve ficar desempregado nos próximos dias. “Meu esposo está cumprindo aviso. O aviso dele acaba agora dia 28. Aí ele vai ficar desempregado novamente”, diz.

O BPC garante um salário mínimo mensal a idosos ou pessoas com deficiência que comprovem baixa renda. Segundo Maria, o valor era essencial para cobrir as despesas de Naiane, que incluem fraldas, medicamentos controlados e alimentação especial.
“A alimentação dela é diferenciada, tem que bater no liquidificador. Ela usa fralda, toma remédio controlado. A gente tem muita despesa com ela. A gente está necessitando desse benefício”, conta.
Desde o bloqueio, Maria procurou o INSS após orientação do banco. “Eu entrei em contato com o INSS quando foi bloqueado, que o banco pediu para eu ir lá. Quando cheguei, falaram que estava bloqueado e que eu tinha que fazer todo o procedimento pelo site. Aí assim eu fiz, mas não fui mais na agência”, relata.
Maria detalha também que dedica a vida aos cuidados da filha. “Ela é especial desde o nascimento. Todo dia cuidando, dando banho, dando alimentação. Deus deu assim, a gente tem que cuidar e amar”, declara.
A família faz um apelo e pede que o caso seja reavaliado. Além disso, também questiona se o critério de renda adotado é suficiente para garantir dignidade a pessoas com deficiência severa.
Veja o vídeo.








