
A jovem Caline Souza Oliveira, de 25 anos, foi vítima de uma tentativa de homicídio na manhã desta segunda-feira, 9, após ter a casa invadida e ser atacada com golpes de faca, na Rua Manoelito, no bairro Vila Nova, em Rio Branco.
De acordo com o relato da própria vítima, ela estava dentro da residência quando foi surpreendida por uma mulher identificada como Raidejane, que entrou no imóvel armada com uma faca e passou a acusá-la de manter um caso com seu marido. Mesmo negando qualquer envolvimento, Caline foi golpeada duas vezes, sofrendo ferimentos no braço esquerdo e na mão esquerda.
Para escapar do ataque, a vítima conseguiu correr para a rua e pedir ajuda a vizinhos. Populares acionaram a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que enviou uma ambulância de suporte básico. Após os primeiros socorros, Caline foi encaminhada ao Pronto-Socorro de Rio Branco, onde deu entrada em estado de saúde estável.
Policiais militares do 3º Batalhão realizaram buscas na região, mas a suspeita não foi localizada. A Polícia Civil, por meio da Equipe de Pronto Emprego (EPE), iniciou as investigações. O caso está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Histórico de violência
Este não é o primeiro episódio de violência sofrido por Caline. No dia 12 de janeiro deste ano, ela foi vítima de uma tentativa de feminicídio no mesmo bairro. Na ocasião, foi brutalmente agredida com uma barra de ferro pelo então companheiro, Davi Araújo de Medeiros, de 30 anos, sofrendo fratura exposta na perna direita, além de chutes e socos. O agressor foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
Ataque anterior
Ainda em janeiro, no dia 10, Caline também foi espancada após um episódio envolvendo supostos integrantes de uma facção criminosa. Segundo testemunhas, ela foi retirada à força de uma residência e agredida com ripas de madeira, sofrendo corte profundo na cabeça, fratura no braço direito e vários hematomas. Após o ataque, os agressores fugiram.
Todos os casos seguem sob investigação da DHPP.








