
Natural de Sena Madureira, Regiane Oliveira vive na capital acreana, Rio Branco, há cerca de oito meses, em busca de terapia para os dois filhos, que possuem o laudo de Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Regiane publicou um vídeo emocionante em suas redes sociais onde fala sobre os desafios de cuidar de suas crianças com TEA, a falta de atendimento e de empatia que enfrenta diariamente. Em entrevista ao Portal Acre neste domingo, 8, a mãe detalha que mesmo após uma intensa procura e contato com o Centro de Atendimento ao Autista “Mundo Azul”, ainda não conseguiu garantir as consultas para as crianças.
A mãe ainda relata que o filho mais novo, R.L.O.S, é autista não verbal e vem sofrendo com crises intensas, que poderiam ser reduzidas caso a criança tivesse acesso a terapia de forma regular. Regiane Oliveira também destaca que a medicação do filho, o Arpejo, possui um alto custo, o que impacta, de forma direta, na qualidade de vida da criança.
“Meu filho não tem acesso às terapias e não recebe nenhum tipo de benefício, só quem recebe é a minha filha, mas não tem sido o suficiente para manter eles dois. Tem dias que meu filho não quer comer nada, mas em outros, ele acaba com tudo que tem dentro de casa. Tem momentos que ele só aceita tomar leite e tenho que gastar com mais de quatro caixas, e minha família é a prova disso”, pontua.
Além das questões financeiras e da falta de atendimento especializado para as crianças, Regiane faz um relato emocionado sobre o esgotamento mental que vive.
“Apesar do meu filho ser não verbal, nos momentos em que ele fala, é sempre aos gritos, e isso cansa muito. Esses dias acabei caindo no sono, porque estava esgotada, e quando acordei encontrei meu filho com uma faca. Cuidei da situação e tentei dormir novamente, e quando acordei, ele tinha pego meu celular e colocado debaixo da pia”, diz a mãe ao explicar que não pode deixar o filho sem supervisão.
Por conta da dedicação total aos filhos, Regiane Oliveira não consegue um emprego, e a família vive com o salário do pai. A mãe faz um apelo para que os filhos possam ter acesso a terapia o quanto antes.
“Só quem trabalha é o meu esposo, porque é muito difícil uma mãe atípica conseguir emprego, e eu queria pedir ajuda para que meus filhos consigam a terapia, que eu consiga a medicação do meu filho”, pontua.
A família Oliveira aceita doações de leite, mingau e fraldas. Para doar, basta entrar em contato com Regiane Oliveira pelo número 68 999179797.








