Rio Branco, 30 de maio de 2026.

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“Vejo com muita dificuldade a permanência do secretário de Saúde”, diz Calegário ao criticar gestão de Pedro Pascoal

Deputado foi entrevistado pelo Portal Acre na segunda noite do Carnaval 2026. Foto: Ana Gabriela Negreiros

O deputado estadual Fagner Calegário (Podemos) voltou a fazer críticas ao secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal, durante a transmissão ao vivo do Carnaval 2026 do Portal Acre neste sábado, 14. Calegário colocou em dúvida a permanência do gestor na estrutura do governo, especialmente diante da possível ascensão da vice-governadora, Mailza Assis, ao comando do Executivo.

Ao ser questionado sobre o cenário político em um ano eleitoral e a avaliação do mandato, Calegário afirmou que 2026 será um ano de “muitas indefinições”, tanto na formação de chapas quanto nas articulações de bastidores. Ele também comentou sobre a candidatura da vice-governadora, a classificando como legítima, mas ponderou que mudanças no governo serão necessárias.

“Eu fiz uma fala onde eu apontei como um dos principais desarticuladores da candidatura dela o secretário de Estado de Saúde, porque é um secretário que em vez de juntar tem espalhado”, declarou.

Segundo o parlamentar, as críticas não foram direcionadas apenas a ele, mas refletem insatisfações mais amplas dentro da Assembleia Legislativa. “Não foi somente eu, foram todos os 24 deputados, tanto é que após a minha fala ninguém partiu em defesa do secretário”, afirmou.

Entenda as críticas

Calegário ressaltou que não faz críticas pessoais ao gestor da pasta, mas defendeu que o cargo exige habilidade política: “Eu acho que ele cumpriu o papel do secretário, do gestor, e aí eu não quero tirar esse mérito dele. Só que é preciso entender que, além de secretário, ele ocupa um cargo que é político. E político, tem que atender o deputado, tem que atender o vereador, tem que atender a vice-governadora”, disse.

O deputado afirmou ainda que já ouviu reclamações de que o secretário teria deixado de atender a própria vice-governadora. Para ele, a condução política da pasta tem gerado desgaste dentro da base: “Eu vejo com muita dificuldade a permanência do secretário de Saúde”, pontuou.

O deputado questionou ainda a fala do governador, Gladson Camelí, sobre a permanência do secretário: “Isso que eu quero até corrigir, o governador falou que ele fica. Mas a partir do dia 4, não é mais governador”, explicou.

Cenário eleitoral e articulações

Durante a entrevista, Calegário também falou sobre as articulações partidárias visando à reeleição. Ele confirmou que ainda não definiu por qual partido disputará o próximo pleito e que a decisão será tomada em conjunto com seu grupo político.

“Escolher o certo é 50%”, afirmou, ao destacar que não pretende agir “no calor da emoção” e que não romperá com seu grupo para caminhar isoladamente.

O parlamentar revelou que já conversou com possíveis nomes ao governo, entre eles o senador Alan Rick e a vice-governadora, Mailza Assis, e reforçou que a definição dependerá do alinhamento coletivo.

Histórico de críticas

O embate público entre o deputado e o secretário Pedro Pascoal não é novo, em maio do ano passado, o deputado fez críticas duras à gestão da Saúde no Estado, como noticiado pelo Portal Acre à época. Na ocasião, Calegário disse que o secretário seria o “anjo da morte” da gestão Camelí (leia aqui), citando falta de remédios e atraso de obras.

A entrevista completa pode ser acessada por meio do YouTube do Portal Acre: @portalacreoficial.

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