
Na manhã desta segunda-feira, 30, o prefeito de Tião Bocalom assinou, em seu gabinete, a ordem de serviço para a compra da usina de termoplástico do projeto Acre Recicla, em Rio Branco. O investimento previsto é de aproximadamente R$ 4,47 milhões, com recursos próprios da prefeitura.
Durante o anúncio, o prefeito explicou que o equipamento funcionará por meio de uma extrusora, capaz de transformar resíduos recicláveis em novos produtos, como tábuas semelhantes à madeira.
“Esse equipamento trabalha com material mais selecionado, como plástico, vidro triturado e PET. A ideia é começar produzindo tábuas que poderão ser vendidas no mercado, gerando renda para ajudar a custear o serviço de coleta de lixo, que hoje não se paga”, destacou Bocalom.
Segundo a proposta, o material apresenta alta durabilidade, podendo levar cerca de 50 anos para se decompor, um tempo significativamente maior do que o da madeira comum.

De acordo com o prefeito, atualmente a arrecadação municipal não cobre nem metade dos custos com a destinação de resíduos sólidos. “Nenhuma prefeitura consegue pagar 50% das despesas com lixo. Então, quando a gente monta uma estrutura dessas, estamos deixando de gastar e passando a lucrar com o que antes era descartado”, afirmou.
O prefeito também ressaltou que o projeto é viável devido ao volume de resíduos produzido na capital. De acordo com ele, cerca de 20% das 250 toneladas de lixo coletadas diariamente em Rio Branco são compostas por plástico, matéria-prima essencial para o funcionamento da usina.
A secretária municipal de Meio Ambiente, Flaviane Agustini, explicou que a gestão do projeto será realizada pela própria prefeitura, em parceria com diferentes secretarias.
“O modelo foi pensado para ser executado pelo município, com a Semea à frente da gestão do equipamento, em parceria com a secretaria responsável pela coleta. Vamos iniciar o Acre Recicla pelas escolas e, gradualmente, expandir para bairros e, futuramente, para toda a cidade”, explicou.
Já o vice-prefeito Alysson Bestene destacou o caráter inovador da iniciativa e o impacto na sustentabilidade.
“Pela primeira vez, estamos vendo na prática ações concretas de sustentabilidade ambiental no nosso estado. É um projeto que começa na educação e transforma o lixo em um ativo econômico, com potencial de gerar novos produtos e até energia no futuro”, afirmou.







