
Antes mesmo do fluxo intenso de veículos tomar conta do novo Elevado da AABB, em Rio Branco, quem protagonizou um dos momentos mais simbólicos da primeira travessia da estrutura foram os carros antigos, logo após a passagem inicial dos motoclubes.
Cerca de 50 veículos, entre fuscas e modelos clássicos, foram os primeiros carros a passarem pelo elevado durante a inauguração realizada nesta sexta-feira, 20. A ação, organizada por grupos de colecionadores, transformou o momento em um encontro entre passado e futuro.
Para o presidente do Fusca Clube Acre, Genival Sombra, a participação vai além de um simples desfile.
“É uma coisa que vai ficar marcada no município. Os carros antigos passando primeiro, isso fica guardado na memória, é nostalgia pura. A gente também deixa esse registro para a nossa posteridade”, afirmou.
Paixão que atravessa gerações
O Fusca Clube Acre surgiu com o objetivo de reunir apaixonados por carros antigos e manter viva a história de veículos que marcaram época. Mais do que estética, os encontros representam amizade, memória e identidade.
“O Fusca foi um carro que marcou o mundo. Já foi o mais vendido. A ideia do clube é justamente essa: unir as pessoas, fazer amizade e relembrar o passado. O carro acaba sendo a desculpa para isso tudo”, explicou Genival.
Além dos encontros, o grupo também realiza ações sociais e participa de eventos na cidade, fortalecendo o vínculo com a comunidade.
Organização e adesão
Reunir dezenas de carros antigos em pleno funcionamento não é tarefa simples. Segundo o presidente do clube, a mobilização aconteceu de forma coletiva, com convites feitos entre amigos e entusiastas.
“A gente fez uma lista, foi convidando um, outro chamando mais gente. No final, conseguimos reunir cerca de 50 carros. É bastante coisa, principalmente se tratando de carro antigo e rodando”, destacou.
O grupo contou com a participação de integrantes do Fusca Clube e também de outros colecionadores da cidade.
Primeiros carros a passar pelo Elevado
A travessia dos carros antigos marcou simbolicamente a inauguração do elevado, reforçando o contraste entre tradição e modernidade.
“A gente se sente privilegiado. É uma mistura de nostalgia com desenvolvimento. Os carros antigos representam o passado, e o elevado representa o futuro. Tem tudo a ver”, disse Genival.
Olhar para o futuro da mobilidade
Mesmo com o olhar voltado ao passado, os colecionadores também acompanham as mudanças na cidade. Para o grupo, a nova estrutura deve contribuir para melhorar o trânsito na região.
“Com certeza vai ajudar. Um fluxo vai por cima, outro por baixo, isso já melhora bastante. Hoje tem muito carro na rua, então obras assim ajudam a desafogar”, avaliou.








