Rio Branco, 2 de abril de 2026.

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De bailes a símbolo cultural: Tentamen carrega mais de um século de história em Rio Branco

Tentamen foi inaugurada em 1924 e faz parte da história de Rio Branco- Foto Natália Lindoso

Mais do que um prédio histórico, a Sociedade Recreativa Tentamen é um retrato da formação social e cultural de Rio Branco. Fundada em 1924, durante o ciclo da borracha, o espaço foi criado como ponto de encontro para famílias e comunidades da época.

O espaço foi reinaugurado, na tarde desta terça-feira, 31, após mais de 10 anos fechado.

De acordo com o historiador e diretor da Fundação Elias Mansour (FEM), Matheus Gomes, a Tentamen surgiu em um momento de transformação da cidade.

“Estamos falando do período ‘pós-boom’ da borracha, quando pessoas de várias partes do mundo estavam aqui. Esse espaço nasce para reuniões, eventos sociais e também encontros políticos”, explicou.

Segundo ele, o local se consolidou como centro da vida social da capital.

Tentamen se consolidou ao longo dos anos como centro social das famílias na capital acreana – Foto Luan Moura

“Era um espaço para as famílias, para festas, aniversários, formaturas. Ele representa a sociedade de Rio Branco naquele período”, afirmou.

Um espaço de memória coletiva

Ao longo das décadas, a Tentamen se tornou um lugar de afetos, encontros e histórias pessoais. A aposentada Elsa Maia Jansen é uma dessas testemunhas.

“Aprendi a dançar aqui ainda criança. Isso aqui me lembra minha infância, minha juventude. Tem muitas lembranças”, contou.

Para Matheus, esse vínculo emocional reforça a importância da preservação.

“Esse espaço traz a memória de quem somos. É a história viva do povo acreano, das famílias, das gerações que passaram por aqui”, disse.

Tombada como patrimônio histórico, a Tentamen teve suas características originais preservadas na revitalização, garantindo que sua identidade fosse mantida.

Minoru Kinpara discursa durante reinauguração da Tentamen – Foto Luan Moura

“A partir do momento que você destrói essas características, você destrói a história. Por isso é tão importante preservar”, destacou a superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Antonia Barbosa.

Com mais de R$ 1 milhão em investimento, agora reaberto, o espaço volta a celebrar eventos culturais na capital.

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