
Durante participação no podcast Um Dedin de Prosa, do Portal Acre, nesta quarta-feira, 25, o médico infectologista e pré-candidato ao governo do Estado, Thor Dantas (PSB), defendeu a necessidade de uma gestão mais técnica no Acre e criticou a baixa capacidade de execução de investimentos no estado.
Segundo o pré-candidato, o principal problema da administração pública atual na falta de liderança e de equipes qualificadas para transformar planejamento em resultados concretos.
“A gestão pública é essencialmente um trabalho técnico. Não adianta só o discurso político, não adianta só o político popular. O mais importante é liderar equipes e transformar projetos em resultados para a população”, afirmou.
Dantas destacou que o Acre enfrenta dificuldades na execução de investimentos públicos, apontando que apenas uma parcela dos recursos disponíveis consegue, de fato, ser aplicada em projetos.
“O Acre hoje tem uma capacidade de investimento extremamente baixa. Cerca de 35% do que a gente tem para investir consegue virar projeto. Isso é baixa capacidade técnica de investimento”, disse.
Ao comparar com gestões anteriores, o médico citou o período do ex-governador Binho Marques, quando, segundo o infectologista, os índices de execução eram mais elevados.
“É dado histórico. O governo chegava a 90% de investimento. Hoje a gente não consegue investir 35%”, completou.
Crítica ao modelo atual
O pré-candidato também criticou a falta de planejamento e execução eficiente nas áreas essenciais do estado, como saúde, educação e infraestrutura.
“A gestão faz o quê no dia a dia? Planeja e executa. Planejamento, captação de recursos e execução são trabalhos complexos, que exigem dedicação técnica”, afirmou.
Para Dantas, a solução passa pela formação de equipes preparadas e pela valorização de profissionais qualificados dentro da administração pública.
“Está faltando equipe qualificada e trabalho duro. Líderes que acordem cedo, durmam tarde e puxem os melhores para tomar decisões junto”, disse.
Trajetória e decisão de entrar na política
Ao longo da entrevista, o médico também explicou os motivos que o levaram a disputar o governo do Estado, mesmo tendo uma carreira consolidada na medicina e na docência. Com mais de 25 anos de atuação, Dantas afirmou que decidiu sair da “zona de conforto” ao perceber problemas estruturais no Acre.
“Eu me incomodei com coisas que estavam ao meu redor há muito tempo. Ou eu ia embora, como muitos acreanos estão fazendo, ou fazia alguma coisa. Decidi contribuir”, declarou.
Formação de chapa e cenário político
Sobre a construção da candidatura, o pré-candidato afirmou que as articulações políticas estão em andamento dentro do campo da esquerda, envolvendo partidos como PT, PC do B, PV, Rede, PSOL e PSB.
“Ainda estamos trabalhando para trazer talvez mais um ou dois partidos para esse nosso conjunto de forças, e a gente então tem o desafio, as federações estão formando as suas chapas, e nós, PSB, estamos federados e temos que formar a nossa própria chapa”, destacou.







