
Nesta terça-feira, 24, o podcast “Sem Filtro” recebeu o empresário Jebert Nascimento, que compartilhou sua trajetória de mais de três décadas de atuação no mundo dos negócios; O empresário construiu uma trajetória marcada pelo trabalho precoce, pela necessidade e pela busca constante de crescimento.
À frente da JWM Multiserviços, hoje uma das maiores empresas do setor de terceirização do Acre, ele também expandiu sua atuação para áreas como contabilidade, gestão de pessoas, segurança privada e alimentação.
Mas antes de se tornar empresário, Jebert já era, como ele mesmo define, um empreendedor desde a infância. “Empreender é diferente de ser empresário. Eu empreendo desde os sete, oito anos de idade. Vendia ´bribote´, picolé, refresco depois da escola. Para mim, aquilo já era empreender”, relembra.
Antes de encontrar seu caminho, Nascimento passou por diversas ocupações: foi lavador de carros, vendedor, cobrador, ajudante de oficina e até ambulante. A virada de chave aconteceu por volta dos 17 anos, quando ingressou em um escritório de contabilidade.
“Ali comecei a enxergar o mundo empresarial de outra forma, na parte burocrática. No começo, eu era ´badeco do badeco´, mas depois de uns seis meses eu entendi: era isso que eu queria para a minha vida”, afirma.
A partir daí investiu na formação profissional, cursando técnico em contabilidade e posteriormente, graduação em Ciências Contábeis, além de outras especializações. Esse processo consolidou a base que o levaria a estruturar seus próprios negócios.
Apesar do crescimento, o empresário reconhece que o medo foi por muito tempo um fator limitante.

“Eu vinha de uma família muito correta, e tinha medo de falhar com minha família e com a sociedade. E isso me segurou por muito tempo”, revela.
Hoje, liderando um grupo que impacta diretamente milhares de famílias, Jebert também começa a ser questionado sobre uma possível entrada na política. E, embora não descarte a ideia, deixa claro que essa decisão depende mais das pessoas ao seu redor do que dele próprio.
“Eu tenho coragem, mas sei que não é fácil. Para entrar na política, precisa de um chamamento maior. A pergunta é: as pessoas estão preparadas para mudança?”, provoca.
Segundo ele, a transformação só acontece de forma coletiva.
“Eu convivo com 3 a 5 mil famílias. Se essas pessoas realmente quiserem mudança, elas têm poder. Mas precisam estar preparadas para fazer escolhas conscientes, sem depender de troca de favores. Se isso acontecer muita gente boa pode surgir, inclusive quem sabe eu esteja nesse meio”, pontua.
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