Durante participação no podcast Um Dedin de Prosa, do Portal Acre, nesta segunda-feira, 23, o promotor de Justiça Iverson Bueno destacou os desafios e avanços na rede de proteção a crianças e adolescentes, com foco no funcionamento dos abrigos e no acolhimento familiar.

Segundo ele, os abrigos são espaços temporários e excepcionais, utilizados quando a criança ou adolescente precisa ser afastado da família por situações de risco.
“O abrigo não é um local de punição. É um espaço temporário, onde a criança ou adolescente é acolhido até que se encontre um familiar, como um avô ou tio, ou se resolva a situação que levou ao afastamento”, explicou.
O promotor ressaltou que, apesar de existirem avanços, ainda há desafios estruturais, principalmente na formação de equipes e na continuidade das políticas públicas.
“Todo dia acontecem situações em que crianças precisam ser acolhidas. E ainda falta um olhar mais delicado e contínuo para essa área”, afirmou.
Iverson também destacou uma alternativa prevista em lei e já implantada em Rio Branco: o Serviço de Acolhimento Familiar (SAF), que permite que famílias recebam temporariamente crianças e adolescentes em casa.
“Rio Branco é o único município do Acre que tem uma lei aprovada sobre isso. Existe, inclusive, o pagamento de um salário mínimo por criança acolhida. Mas ainda falta procura, muitas pessoas não conhecem esse serviço”, pontuou.
De acordo com ele, o acolhimento familiar é uma forma de reduzir impactos emocionais nas crianças, evitando a institucionalização em abrigos.
“A ideia é evitar traumas. É como uma família temporária, até que a criança possa retornar ao convívio familiar ou ter outra solução definida”, destacou.








