Rio Branco, 2 de abril de 2026.

Aleac não se omita

Secretaria de Saúde do Acre confirma primeiro caso de mpox no estado; paciente foi exposto à doença em São Paulo

Caso é o primeiro do estado em 2026 – Imagem ilustrativa/Foto: reprodução

O governo do Acre e a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre), confirmaram, por meio de nota pública nesta terça-feira, 17, que um caso de mpox foi confirmado no Acre. O registro é o primeiro do Acre, e foi identificado no município de Brasileia.

O paciente esteve em viagem para São Paulo. Segundo a nota, a suspeita é que a exposição com a doença tenha acontecido na viagem, com os sintomas aparecendo cerca de uma semana antes do retorno para a região de fronteira.

Entenda a doença

Os casos de mpox no Brasil ganharam notoriedade após a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretar situação de emergência em saúde pública internacional em 2024, por conta da disseminação da doença.

A doença é transmitida aos humanos através de um vírus que circula entre animais, especialmente em áreas próximas a florestas. O mpox não é novo, sendo identificado pela primeira vez em 1958.

De acordo com o Ministério da Saúde, entre os principais sintomas estão cansaço, febre, calafrios, dor de cabeça, dor no corpo, ínguas, bolhas ou feridas na pele.

Confira a nota na íntegra:

O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), informa que o caso de mpox registrado no município de Brasileia foi detectado, confirmado por exame laboratorial e acompanhado pela Vigilância em Saúde, sendo classificado como caso importado, uma vez que a infecção não foi adquirida no estado do Acre.

O paciente esteve em viagem ao estado de São Paulo, período em que possivelmente ocorreu a exposição, tendo iniciado os sintomas cerca de uma semana antes de retornar à região de fronteira.

O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) nacional e o Cievs de Fronteira, em Brasileia, foram devidamente acionados, com comunicação às autoridades sanitárias de Cobija e do estado de São Paulo, para realização do rastreamento de contatos, conforme os protocolos vigentes.

A área técnica da Vigilância Epidemiológica da Sesacre, o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) e demais instituições envolvidas na investigação foram mobilizados, sendo adotadas todas as medidas de controle, monitoramento e acompanhamento preconizadas pelo Ministério da Saúde.

Até o momento, não há evidência de transmissão local no estado do Acre.

A Secretaria de Estado de Saúde reforça que mantém vigilância ativa em todo o território estadual, com ações contínuas de monitoramento, prevenção e orientação às unidades de saúde, visando garantir resposta rápida e oportuna a qualquer suspeita da doença.

Pedro Pascoal Duarte Pinheiro Zambon
Secretário de Estado de Saúde do Acre

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