Rio Branco, 2 de maio de 2026.

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Acre é uma das principais rotas de contrabando de migrantes, aponta relatório da Abin

Maria Mariana Mota (estagiária), sob supervisão de Leônidas Badaró

Um estudo publicado pela Agência Brasileira de Inteligência aponta que o Acre ocupa posição estratégica nas rotas de contrabando de migrantes no país. O principal fator para essa posição do estado se deve à localização na tríplice fronteira com Peru e Bolívia. A publicação do estudo foi realizada nesta terça-feira, 28, em Brasília, em parceria com a Organização Internacional para as Migrações.

De acordo com o relatório, o Brasil se firmou como país de origem, trânsito e destino dessas rotas. Nesse sentido, o Acre tem relevância por servir como abertura e passagem. A BR-317, que liga Rio Branco a cidades de fronteira, é uma das principais vias utilizadas por migrantes estrangeiros que seguem rumo às regiões Sul e Sudeste.

Principais pontos de interesse para o contrabando de migrantes no Brasil em 2025

Além disso, a atuação das redes é mais fragmentada e pouco organizada. Envolve intermediários como taxistas, donos de hospedagens e atravessadores que cobram por transporte, facilitação de travessias e abrigo. Em alguns casos, o deslocamento inclui travessias improvisadas pelo Rio Acre. Apesar da movimentação intensa, ainda tem muita subnotificação, já que muitos migrantes evitam denunciar abusos por medo ou desconhecimento.

Além do recorte regional, o estudo mostra que o contrabando de migrantes é um crime complexo, que envolve nacionalidades diversas, com redes descentralizadas e uso contínuo de tecnologias digitais para aliciamento. Aplicativos de mensagens e redes sociais têm sido utilizados para atrair migrantes e coordenar as rotas, muitas vezes sob a aparência de serviços legalizados.

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