Rio Branco, 8 de junho de 2026.

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Acre registra aumento expressivo de pessoas que moram sozinhas em uma década, diz IBGE

O número de pessoas que moram sozinhas quase dobrou nos últimos 10 anos no Acre. É o que diz a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nessa sexta-feira, 17. O total saltou de 24 mil pessoas em 2016 para 46 mil em 2025, representando um aumento de 91,6%. A maioria é formada por homens.

Foto: Cedida

Segundo o levantamento, prevalece a população entre 15 e 29 anos neste cenário, seguido das pessoas de 60 anos ou mais, e a faixa etária entre 15 e 29 anos na terceira posição.

Dentre os mais 319.321 domicílios no estado, os 46 mil que são ocupados por um único morador, as chamadas unidades domésticas unipessoais, representam cerca de 14,4% do total de residências no Acre. Desde 2016, o percentual de domicílios próprios vem diminuindo. Na contramão, cresce o de alugados e com isso, a quantidade de pessoas que moram sozinhas.

Segundo o levantamento, em 2016, 9 mil homens entre 30 e 59 anos moravam sozinhos. Já as mulheres da mesma faixa etária somavam 4 mil.

Em 2025, o montante mais que dobrou, visto que saltou para 18 mil homens e 6 mil mulheres vivendo de forma unipessoal.

Mulheres sozinhas
O índice de mulheres que não moram com parceiros(a) ou familiares e vivem sozinhas tem aumentado.

Em 2016, juntando as mulheres de 15 a 60 anos ou mais, o montante chegava a apenas 8 mil.Já em 2025, o número de mulheres da mesma idade que moravam sozinhas subiu para 18 mil, um aumento de 125% em 10 anos.

Entre os anos que registraram apenas mil mulheres morando sozinhas nos últimos 10 anos, conforme a pesquisa, estão: 2016 e 2022, ambos por mulheres de 15 a 29 anos.

Entre os anos que mais registram pessoas vivendo de forma unipessoal estão 2025, onde 46 mil pessoas decidiram viver em solitude, 2024 com 43 mil e 2023 com 38 mil pessoas, e a tendência é de ascensão ao estilo de vida sozinho.

Busca por privacidade
Um exemplo disso é a estudante de direito Maria Barros Soares, de 24 anos, que explicou que está se planejando para fazer a mudança da casa da tia, com quem mora atualmente em Rio Branco. “Pretendo morar sozinho, pois, busco ter mais privacidade e também quero caminhar com minhas próprias pernas”, disse.

Segundo a jovem, o planejamento começou a seis meses e ela pretende ir morar de aluguel. “Já tenho alguns móveis que fui comprando aos poucos e um dos pontos que estou vendo, é quanto a morar mais próximo do meu trabalho, o que vai facilitar bastante”, destacou.

Ainda conforme a estudante, o foco nos últimos dias tem sido a procura por um preço mais baixo no valor do aluguel de sua futura residência. “Estou com expectativa de achar um local bom, mas que não seja tão caro. Alguns apartamentos pedem calção e estou colocando na ponta do lápis”, concluiu.

Segundo especialistas, dentre as mudanças culturais que vem acontecendo ao longo dos anos para a moradia unipessoal está a aceitação do divórcio, maior protagonismo feminino e o fato das mulheres passarem a ter menos filhos.

Com informações do G1 Acre

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