
Após a forte chuva registrada na última terça-feira, 14, que provocou alagamentos em diversos pontos de Rio Branco, a região da Baixada da Sobral foi uma das mais atingidas. Na manhã desta quarta-feira,15, o prefeito Alysson Bestene esteve no local para acompanhar de perto a situação das famílias afetadas e anunciar ações emergenciais.
De acordo com o gestor, o volume de chuva ultrapassou 50 milímetros em cerca de três horas, causando transtornos significativos. “Ontem foi um dia típico de chuvas fortes […] onde tivemos o maior número de pessoas atingidas, de famílias, de casas”, afirmou.
O prefeito destacou que equipes da prefeitura já atuam desde o fim de semana na região, realizando levantamentos e prestando assistência. Entre as ações imediatas estão a limpeza urbana, retirada de entulhos e desobstrução de bueiros. Além disso, a gestão pretende garantir suporte social às famílias que perderam bens.
“Vamos dar todo o apoio necessário. A gente tem o programa Recomeço, que vai entregar utensílios domésticos como geladeira, fogão e tanque, além de um auxílio financeiro que está sendo estudado”, explicou.

Bestene também ressaltou que soluções estruturais estão em planejamento, incluindo obras de drenagem e canalização de córregos. Segundo ele, essas intervenções exigem mais tempo e recursos. “A gente trabalha com soluções a curto, médio e longo prazo, inclusive com apoio da bancada federal e do governo estadual”, disse.
O secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Ivan Ferreira, afirmou que o trabalho da pasta tem sido voltado ao acolhimento das famílias. “Estamos fazendo visitas casa a casa, levantamento socioeconômico e busca ativa para garantir direitos básicos como moradia e dignidade”, destacou.
Segundo ele, cerca de mil pessoas foram afetadas em 13 bairros, sendo que aproximadamente 60 perderam tudo. A prefeitura também avalia a concessão de aluguel social para famílias com casas comprometidas.

O presidente da Câmara Municipal, Joabe Lira, que acompanhou a situação de perto logo após a forte chuva, reforçou a necessidade de medidas definitivas. “Não é justo que essas famílias vivam com medo a cada chuva. Precisamos de uma solução técnica para amenizar esse problema”, afirmou.
A gravidade da situação também impactou serviços essenciais. A gestora da Escola João Paulo II, Dilaina Costa, relatou que a unidade foi invadida pela água, deixando cerca de 230 alunos sem aula. “É uma situação recorrente. O córrego nos fundos da escola está obstruído e transborda quando chove forte”, explicou.
Já o coordenador municipal da Defesa Civil, Cláudio Falcão, classificou o episódio como uma das piores ocorrências na região. “Foram atingidos 13 bairros, mais de 1.500 famílias e cerca de 6 mil pessoas”, informou.
Ele destacou ainda que equipes seguem mobilizadas 24 horas por dia, realizando levantamento de danos e prestando assistência, incluindo distribuição de alimentos e apoio às famílias desalojadas.
A prefeitura informou que continuará acompanhando a situação ao longo dos próximos dias, com a promessa de intensificar ações emergenciais e avançar no planejamento de soluções estruturais para reduzir os impactos de novas chuvas na região.







