Rio Branco, 19 de abril de 2026.

Aleac não se omita

Caso de acumulador no bairro Tropical é monitorado pela prefeitura e Ministério Público e aguarda decisão judicial

A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SASDH), informou que acompanha de perto a situação de um morador do bairro Tropical que acumula grandes volumes de materiais recicláveis em sua residência.

Caso ganhou repercussão após vídeo publicado pela influenciadora Ludimila Cavalcante nas redes sociais – Foto: Ascom/Prefeitura

O caso, que gera preocupação na vizinhança devido aos riscos de incêndio e de saúde pública, já está sob análise do Ministério Público do Acre (MPAC). Na manhã desta segunda-feira, 13, uma equipe da SASDH, coordenada pelo secretário Ivan Ferreira, esteve no local com o objetivo de vistoriar a situação de perto e acelerar a busca por uma solução definitiva para o problema.

Segundo o secretário, a gestão municipal já monitorava o local antes mesmo da repercussão recente em redes sociais. O atendimento envolve uma força-tarefa composta por diversas pastas, entre assistência social, saúde e vigilância sanitária, zeladoria e meio ambiente e bem-estar animal, após ser verificado que cerca de 35 gatos residiam no imóvel.

Por se tratar de uma propriedade privada, o poder público municipal está impedido de entrar no imóvel sem uma autorização judicial. Além disso, o proprietário, um idoso que reside sozinho, encontra-se atualmente internado na UTI do Pronto Socorro de Rio Branco.

“Não podemos adentrar na residência sem autorização. O caso está sendo acompanhado pela Promotoria da Pessoa Idosa do Ministério Público. Estamos aguardando a decisão judicial para que possamos adotar as medidas necessárias e realizar o trabalho de limpeza”, explicou o secretário, Ivan Ferreira.

A vizinhança relata conviver com o problema há anos. A influenciadora digital Ludimila Cavalcante, que reside em frente ao imóvel, reforçou que o pedido dos moradores é por uma solução humanitária e sanitária.

“Queremos resolver isso por questão de saúde pública, tanto do bairro quanto do próprio morador. Ele precisa de ajuda física e psicológica; viver nesse caos não é saudável”, destacou a moradora.

Até o momento, não foram localizados familiares do idoso, tendo sido identificada apenas uma amiga próxima. Segundo a prefeitura de Rio Branco, o objetivo não é apenas a limpeza do local, mas a garantia dos direitos do idoso e a segurança dos moradores do entorno.

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