Rio Branco, 24 de abril de 2026.

1250×250px Seu novo endereço te espera

Covid-19 tem cobertura vacinal de mais de 80% no Acre; percentual baixo em crianças preocupa

O Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado no último dia 16, aponta que o Acre permanece em situação de risco para aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), incluindo infecções por covid-19. Diante desse cenário, a coordenação estadual do Programa Nacional de Imunizações (PNI) reforça o alerta sobre a importância da vacinação, especialmente das doses de reforço.

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) no Acre, Renata Quiles, explica que a cobertura vacinal contra a covid-19 no estado é calculada a partir do total da população vacinada desde o início da campanha, e não por ano específico. Segundo ela, considerando esse recorte, 89% da população geral receberam a primeira e a segunda dose.

No entanto, Renata destaca que a situação é bem diferente quando se analisam as doses de reforço nos grupos prioritários: crianças, idosos e gestantes. “As coberturas são muito baixas. Os idosos deveriam receber dois reforços por ano, as gestantes precisam de uma dose a cada gestação e as crianças devem completar o esquema básico de três doses”, afirma.

Em grupos prioritários, que inclue idosos e crianças, cobertura vacinal é pequena – Foto cedida

O Ministério da Saúde informou, no último dia 22, o envio de 5 mil doses da vacina contra a covid-19 ao Acre. “O Estado recebe doses todos os meses. Hoje, o volume é menor porque a procura diminuiu, mas ainda é suficiente para atender à demanda”, explicou.

Ela acrescenta que os municípios seguem realizando ações de rotina e, em alguns casos, promovem intensificações da vacinação e alertam para a importância de manter o esquema vacinal atualizado, especialmente diante da circulação contínua do vírus. “O Brasil ainda registra mortes por covid-19. É um vírus respiratório com alta capacidade de mutação, o que exige atualização constante dos reforços. A proteção cai com o tempo, e a vacina é ajustada para acompanhar as variantes”, ressalta.

Renata demonstra preocupação especial com a baixa adesão entre as crianças. “É o público que mais nos preocupa hoje. A covid-19 continua fazendo vítimas, principalmente entre os extremos de idade, como idosos e crianças. Por isso, é fundamental manter a vacinação em dia”.

Quem deve se vacinar?

O esquema de vacinação contra a covid-19 no Brasil segue diretrizes atualizadas, estruturadas conforme faixa etária e condições de saúde, com foco na proteção dos grupos mais vulneráveis:

Idosos (a partir de 60 anos): duas doses, com intervalo de 6 meses entre elas;

Gestantes: uma dose a cada gestação, em qualquer idade e fase gestacional, respeitando intervalo mínimo de 6 meses desde a última dose;

Crianças (6 meses a menores de 5 anos): esquema básico de duas ou três doses, conforme o imunizante;

Pessoas imunocomprometidas (a partir de 6 meses de idade): esquema básico com três doses e recomendação de doses periódicas (uma dose semestral, com intervalo mínimo de seis meses);

População geral (5 a 59 anos): uma dose para pessoas não vacinadas anteriormente.

A estratégia de vacinação também contempla outros grupos especiais, como trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, povos indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas, população privada de liberdade, pessoas em situação de rua e trabalhadores dos Correios.
A orientação é que a população procure a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal e manter a proteção em dia.

Cenário epidemiológico

A covid-19 é uma infecção respiratória causada pelo SARS-CoV-2, com potencial de agravamento, especialmente em grupos de maior risco, podendo evoluir para óbito. Em 2026, até 11 de abril, foram registrados 62.586 casos de síndrome gripal (SG) por covid-19. Também foram notificados 30.871 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), sendo 4,7% relacionados à covid-19 (1.456 casos), com 188 óbitos por SRAG associados à covid-19.

Diante desse cenário, a vacinação continua sendo a principal forma de proteção. As vacinas oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são seguras e eficazes para prevenir casos graves, hospitalizações e óbitos. Por isso, é fundamental manter o esquema vacinal atualizado, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.

Com informações: Agência de Notícias do Acre

Compartilhe em suas redes

1250×250px Seu novo endereço te espera