
De acordo com levantamento da Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box, cerca de 291.535 mil pessoas estão com o nome negativo no Acre, totalizando R$ 1,6 milhão em dívidas. Dentre essas, 24,26% se concentram em bancos, 22,94% em utilities (contas básicas de água, luz, gás) e 18,4% no varejo.
No cenário nacional, de acordo com o Mapa da Inadimplência da Serasa, de março de 2026, mais de 82,8 milhões de brasileiros estão inadimplentes, com um total de 338 milhões de dívidas. Desse volume, 47% das dívidas estão concentradas em bancos e financeiras.
Além disso, o levantamento mostra uma cultura conhecida pelo país, 6 em cada 10 brasileiros já emprestaram o nome para conhecidos. Entre esses, 34% acabaram endividados após o não pagamento das obrigações assumidas.
O levantamento também mostra que 29% das pessoas que já emprestaram o nome se arrependeram da decisão e jamais fariam novamente. Além disso, a prática acontece principalmente com pessoas consideradas de confiança: em 60% dos casos, o empréstimo foi feito para familiares; 31% para amigos; 14% para colegas de trabalho; 11% para parceiros; e 3% para outras pessoas.
“Embora não seja possível estabelecer uma relação direta de causa e efeito, o empréstimo do nome pode ampliar a exposição ao risco em um cenário já pressionado pela inadimplência. Mesmo quando há confiança, imprevistos financeiros são comuns e podem transferir integralmente o impacto para quem assumiu formalmente a dívida”, explica Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira.
Como ajudar sem comprometer o próprio bolso
Para evitar prejuízos financeiros e preservar as relações pessoais, especialistas apontam algumas orientações:
avalie a situação com racionalidade;
tenha total clareza sobre a dívida;
entenda o contexto do pedido;
considere os impactos no seu futuro financeiro;
saiba dizer “não”.
“Existem maneiras de apoiar alguém sem comprometer o próprio orçamento. Proteger a própria saúde financeira também é uma forma de cuidar das relações, evitando que um gesto de ajuda se transforme em um problema duradouro”, conclui a especialista.







