Rio Branco, 11 de outubro de 2026.

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Cartas de detentos com denúncias agressões dentro do Presídio Evaristo de Moraes repercutem neste sábado em Sena Madureira

Uma das cartas enviadas por detentos do presídio de Sena Madureira – Foto cedida

Cartas atribuídas a detentos do Presídio Evaristo de Moraes, em Sena Madureira, passaram a circular neste sábado (30) em grupos de WhatsApp e provocaram repercussão entre familiares de presos e moradores do município. Nos relatos, os internos denunciam supostas agressões físicas e maus-tratos que estariam ocorrendo dentro da unidade prisional.

Em uma das correspondências divulgadas, um detento afirma estar isolado em uma cela e relata que estaria sofrendo agressões frequentes. No texto, escrito à mão e encaminhado à família, ele pede ajuda à mãe e solicita que o caso seja levado ao conhecimento da Defensoria Pública e de órgãos de fiscalização.

A divulgação do material nas redes sociais e aplicativos de mensagens rapidamente ganhou repercussão na cidade, levantando questionamentos sobre as condições enfrentadas pelos presos na unidade. Até o momento, contudo, não há confirmação oficial sobre a autenticidade das cartas nem sobre a abertura de procedimentos formais para apurar os relatos.

Polícia Penal divulga nota e nega acusações

Após a circulação das denúncias, o Instituto de Admnistração Penitenciáia (Iapen) de Sena Madureira divulgou uma nota de esclarecimento rebatendo as acusações de maus-tratos e tortura dentro do Presídio Evaristo de Moraes.

No comunicado, a Divisão de Estabelecimentos Prisionais de Sena Madureira (DEP-SM) informou ter recebido com surpresa as informações divulgadas por meio de áudios e mensagens compartilhados em grupos de WhatsApp.

A instituição ressaltou que os policiais penais que atuam na unidade são profissionais treinados e capacitados pelo Instituto de Administração Penitenciária do Acre (IAPEN) e pela Escola Penitenciária, exercendo suas funções dentro dos princípios da legalidade, ética, ordem, disciplina e respeito aos direitos e garantias fundamentais.

A nota também destaca que a Polícia Penal repudia qualquer acusação de maus-tratos ou tortura sem a devida comprovação dos fatos e afirma que a atuação dos servidores é constantemente acompanhada por órgãos responsáveis pela fiscalização do sistema prisional.

Segundo a corporação, todos os procedimentos adotados na unidade seguem rigorosamente a legislação vigente e os protocolos institucionais. O órgão acrescentou que acusações consideradas infundadas poderão ser contestadas por meio das medidas legais cabíveis, visando preservar a honra dos servidores e a credibilidade da instituição.

Caso gera repercussão e aguarda esclarecimentos

Iapen negou acusações e afirmou que atuação dos policiais penais é acompanhada diariamente – Foto cedida

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A circulação das cartas gerou ampla repercussão em Sena Madureira ao longo deste sábado. Enquanto familiares demonstram preocupação com os relatos atribuídos aos detentos, a Polícia Penal sustenta que as denúncias não possuem comprovação até o momento.

Diante da gravidade das acusações, a eventual apuração dos fatos caberá aos órgãos competentes, que poderão analisar as informações divulgadas e verificar a procedência dos relatos. Até o fechamento desta matéria, não havia informações oficiais sobre a instauração de investigação relacionada ao caso.

A reportagem segue acompanhando o assunto e permanece à disposição para publicar manifestações de familiares, autoridades e demais órgãos envolvidos.

Leia, na íntegra, a nota divulgada pela Divisão de Estabelecimentos Prisionais de Sena Madureira.

Polícia Penal de Sena Madureira
Divisão de Estabelecimentos Prisionais – DEP-SM

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