
Após a Organização Mundial da Saúde (OMS) informar sobre o monitoramento de casos de hantavírus registrados em um navio de cruzeiro no Oceano Atlântico, o assunto ganhou destaque e preocupação entre a população. O grande temor é que aconteça algo parecido com a epidemia da Covid-19, onde, apenas no Acre, morreram mais de duas mil pessoas.
A equipe do Portal Acre conversou com o médico da Estratégia de Saúde da Família de Rio Branco, Manoel Braga Neto, sobre a doença, modo de contágio e perigo real à população. A boa notícia é que, conforme o profissional, o hantavírus não apresenta o mesmo padrão de transmissão da Covid-19.
“O hantavírus é uma doença infecciosa ocasionada por roedores silvestres. A transmissão acontece através das secreções como urina, fezes e saliva desses animais, principalmente em ambientes fechados e áreas rurais”, explicou.
Manoel também ressaltou que os sintomas iniciais podem ser confundidos com uma gripe comum, mas que podem evoluir para casos graves.
“Na fase inicial, os sintomas são febre, dor no corpo, mialgia, muito parecidos com uma gripe”, disse. De 20% a 50% dos casos evoluem para a síndrome cardiopulmonar do hantavírus, com dificuldade respiratória, queda da pressão arterial e aceleração do coração”, afirma.
O médico também foi consultado sobre a possibilidade de transmissão entre pessoas, de modo que tranquilizou a população e explicou que os casos são extremamente raros no mundo.
“Existe apenas uma cepa conhecida que pode ser transmitida de pessoa para pessoa, mas ela nunca foi registrada no Brasil e nem no Acre”, destacou.
Segundo ele, mesmo nos locais onde essa variante foi identificada, a transmissão exige contato direto e prolongado entre os indivíduos.







