
Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos DIEESE, em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. Entre março e abril de 2026 as elevações mais importantes ocorreram em Porto Velho (5,60%), Fortaleza (5,46%), Cuiabá (4,97%), Boa Vista (4,36%), Rio Branco (4,05%) e Teresina (4,02%).
O valor do conjunto dos alimentos básicos subiu nos 27 estados, porém a capital acreana ganhou destaque entre os estados com maior aumento no último mês. De acordo com os dados divulgados, em abril de 2026 o valor ficou em R$667,14. Na variação acumulada em 2026, houve alta de 6,55%. Atualmente o cidadão acreano terá que trabalhar em média 90 horas e 32 minutos para garantir artigos de alimentação básicos.
Entre março e abril, nove dos 12 produtos que compõem a cesta básica tiveram aumento nos preços médios: feijão carioca (11,36%), tomate (10,08%), leite integral (8,26%), manteiga (4,52%), arroz agulhinha (3,82%), banana (2,54%), carne bovina de primeira (2,22%), pão francês (0,57%) e óleo de soja (0,24%). Em compensação, três produtos apresentaram queda de preço: café em pó (-3,80%), açúcar cristal (-1,88%) e farinha de mandioca (-0,54%).
Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer, em abril de 2026, 44,49% da renda para adquirir a cesta. Em março de 2026, esse percentual correspondeu a 42,76% da renda líquida.








