Rio Branco, 27 de julho de 2026.

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Saneamento básico continua sendo a maior dívida social do Acre

Problemas de saneamento básico afetam todos os 22 municípios acreanos – Foto reprodução

O saneamento básico continua sendo um dos maiores problemas estruturais do Acre. É o que mostra o IPS Brasil 2026, levantamento que avalia anualmente indicadores sociais e ambientais dos municípios brasileiros.

Independentemente do porte econômico ou localização geográfica, praticamente todos os municípios acreanos apresentaram desempenho frágil em abastecimento de água, esgotamento sanitário e infraestrutura urbana.

Os cenários mais críticos aparecem em municípios como Feijó, Marechal Thaumaturgo e Porto Acre, que registraram algumas das menores notas do estado em água e saneamento. Mas o problema não se limita às cidades mais isoladas.

Até municípios com melhor desempenho geral no IPS, como Rio Branco, Acrelândia e Cruzeiro do Sul, continuam apresentando fragilidades importantes nessa área.

O levantamento evidencia dificuldades históricas relacionadas à expansão da rede de esgoto; ao abastecimento regular de água tratada; às perdas de distribuição; à infraestrutura urbana precária; e à dificuldade de investimentos em áreas de difícil acesso da Amazônia.

O cenário ganha ainda mais relevância diante dos impactos recentes das secas severas enfrentadas pelo Acre, que agravaram problemas de abastecimento e expuseram a vulnerabilidade hídrica de diversos municípios.

Os dados do IPS reforçam que o saneamento permanece como um dos principais gargalos para melhoria da qualidade de vida no estado, afetando diretamente indicadores de saúde pública, desenvolvimento humano e desigualdade social.

Mesmo em municípios que avançaram em inclusão social, educação básica e saúde, o déficit de saneamento continua sendo uma barreira estrutural para o desenvolvimento mais equilibrado do Acre.

Os dados gerais dos municípios acreanos podem ser conferidos aqui.

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