
O governo do Acre publicou nesta quinta-feira (25), no Diário Oficial do Estado, a Portaria nº 266/2026, que estabelece as medidas fitossanitárias para prevenção e controle da ferrugem asiática da soja durante a safra 2026/2027. As informações foram divulgadas pela assessoria de comunicação do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) em publicação da Agência de Notícias do Acre.
A normativa define o período do vazio sanitário, o calendário de semeadura, as regras para cadastramento das unidades de produção e as responsabilidades dos produtores rurais e dos responsáveis técnicos no estado.
De acordo com o calendário estabelecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o vazio sanitário da soja no Acre ocorre entre os dias 22 de junho e 20 de setembro de 2026. Durante esse período, é proibida a manutenção ou presença de plantas vivas de soja em qualquer estágio de desenvolvimento nas áreas de produção do estado.
A restrição também se aplica às plantas voluntárias, conhecidas como tigueras ou guaxas, que deverão ser eliminadas por meio de controle mecânico ou químico ao longo dos 90 dias de vigência da medida.
Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Sanidade das Grandes Culturas do Idaf, Ligiane Amorim, a iniciativa faz parte do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS), coordenado pelo Ministério da Agricultura.
“Essa medida integra o Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS), do Mapa, e tem como objetivo interromper o ciclo do fungo Phakopsora pachyrhizi, agente causador da ferrugem asiática, considerada a doença de maior impacto econômico para a cultura da soja”, explicou.
A portaria também estabelece que a semeadura da soja poderá ser realizada entre 21 de setembro de 2026 e 8 de janeiro de 2027. Além disso, torna obrigatório o cadastramento anual das propriedades produtoras e das respectivas unidades de produção no Sistema de Defesa Agropecuária e Florestal (Sisdaf), ferramenta utilizada pelo Idaf para planejar ações de monitoramento, inspeção e fiscalização.
Outra determinação da normativa é a proibição do cultivo de soja em sucessão à soja na mesma área e no mesmo ano agrícola. A medida busca reduzir a permanência do fungo no ambiente e fortalecer o manejo integrado da doença.
Ainda conforme o Idaf, produtores rurais e responsáveis técnicos deverão realizar o monitoramento permanente das lavouras e comunicar imediatamente ao órgão qualquer suspeita da doença. Em caso de confirmação da ferrugem asiática, deverão ser adotadas as medidas fitossanitárias recomendadas pelo instituto para evitar a disseminação do fungo.
“Os produtores rurais e responsáveis técnicos também deverão realizar o monitoramento constante das lavouras e comunicar imediatamente ao Idaf qualquer suspeita de ocorrência da ferrugem asiática. Confirmada a presença da doença, deverão ser adotadas as medidas fitossanitárias recomendadas pelo órgão de defesa agropecuária para evitar sua disseminação”, ressaltou Ligiane Amorim.








