Rio Branco, 7 de outubro de 2026.

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Baixa vacinação contra gripe deixa Acre abaixo da meta em todos os grupos prioritários

Campanha de vacinação no Acre está abaixo da média estipulada pelo Ministério da Saúde – Foto cedida

A cobertura vacinal contra a influenza segue abaixo da meta em todos os grupos prioritários no Acre e pode estar contribuindo para o aumento das internações por doenças respiratórias observado neste ano. É o que aponta o Boletim Epidemiológico nº 21 da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), que relaciona a baixa adesão à campanha de vacinação ao cenário de alerta provocado pelo crescimento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), especialmente entre crianças e idosos.

De acordo com o levantamento, nenhum dos públicos considerados prioritários alcançou a cobertura mínima de 90%, estabelecida pelo Ministério da Saúde. O índice mais preocupante é o das puérperas, que registra apenas 2,6% de cobertura vacinal. Entre os idosos com 60 anos ou mais, a imunização chegou a 27,48%, enquanto as crianças de seis meses a menores de seis anos alcançaram 41,02%. As gestantes, grupo com melhor desempenho, atingiram 64,05%, ainda distante da meta, e a população indígena registrou 30,73% de cobertura.

Segundo a análise da Sesacre, os dados ajudam a explicar por que os extremos de idade continuam concentrando a maior parte das internações por SRAG. O boletim destaca que a baixa adesão à vacina facilita a evolução dos casos de síndrome gripal para quadros graves, sobretudo entre crianças pequenas, público que lidera as hospitalizações neste ano.

O cenário é observado em meio ao aumento expressivo das internações por síndrome respiratória grave no estado. Entre as semanas epidemiológicas 1 e 23 de 2026, o Acre registrou 1.625 casos de SRAG, o maior número do triênio analisado, impulsionado principalmente pela circulação do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e do rinovírus. Ao mesmo tempo, a Covid-19 perdeu participação entre os casos graves em comparação aos anos anteriores.

Para a Secretaria de Estado de Saúde, a vacinação continua sendo uma das principais estratégias para reduzir hospitalizações e mortes por influenza, especialmente entre crianças, idosos, gestantes, puérperas, indígenas e pessoas com doenças crônicas.

O órgão também recomenda manter medidas preventivas como a higiene frequente das mãos, a etiqueta respiratória e o uso de máscara por pessoas com sintomas gripais ou pertencentes aos grupos mais vulneráveis.

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