
O Acre registrou, em maio de 2026, o segundo maior crescimento proporcional do emprego formal entre todas as unidades da Federação, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Com saldo de 848 vagas com carteira assinada, o estado apresentou variação positiva de 0,77% em relação ao estoque de empregos do mês anterior, ficando atrás apenas do Espírito Santo, que cresceu 1,02%.
O resultado foi alcançado com 4.780 admissões e 3.932 desligamentos ao longo de maio. Embora o saldo absoluto seja inferior ao de estados mais populosos, o indicador proporcional coloca o Acre entre os destaques nacionais, por considerar o crescimento em relação ao tamanho do mercado formal de trabalho de cada estado.
O desempenho do Acre foi impulsionado principalmente pelo setor de serviços, responsável por 469 das 848 vagas formais criadas em maio — mais da metade do saldo registrado no estado. O segmento encerrou o mês com 2.288 admissões e 1.819 desligamentos, confirmando seu protagonismo na geração de empregos.
A construção civil também apresentou resultado expressivo, com 141 novos postos de trabalho, fruto de 532 contratações e 391 demissões. Na sequência aparecem o comércio, que abriu 94 vagas, e a indústria, com saldo positivo de 92 empregos formais. A agropecuária também contribuiu para o desempenho positivo, ao registrar 55 novas vagas. Apenas o grupo de atividades não identificadas apresentou saldo negativo, com o fechamento de três postos de trabalho.
Além da criação de empregos, os dados do Novo Caged revelam que os trabalhadores desligados no Acre permaneceram, em média, 18,6 meses no mesmo vínculo empregatício. A agropecuária foi o setor com maior tempo médio de permanência, alcançando 23,5 meses, seguida pelo comércio, com 19,6 meses, e pelos serviços, com 18,7 meses. Os indicadores sugerem um mercado de trabalho relativamente estável, especialmente nas atividades ligadas ao setor primário, onde os vínculos tendem a ser mais duradouros.
No cenário nacional, o Brasil encerrou maio com saldo positivo de 72.960 empregos formais, resultado de 2.207.303 admissões e 2.134.343 desligamentos. O estoque de vínculos celetistas ativos chegou a 47,9 milhões, crescimento de 0,15% em relação a abril. Nos últimos 12 meses, o país acumulou mais de 1,13 milhão de novos postos de trabalho.
A Região Norte também apresentou desempenho positivo, com a criação de 5.061 vagas formais em maio. O Acre respondeu por cerca de 17% desse saldo regional, ficando atrás apenas do Pará e do Amazonas em número absoluto de vagas geradas. Além do Acre, Amazonas (+1.477), Pará (+2.490), Amapá (+567), Rondônia (+293) e Roraima (+129) registraram crescimento, enquanto Tocantins foi o único estado da região a fechar o mês com saldo negativo (-743).
Em todo o país, 22 das 27 unidades da Federação apresentaram saldo positivo de empregos em maio. Em números absolutos, São Paulo (+18.224), Espírito Santo (+9.532) e Rio de Janeiro (+9.195) lideraram a geração de vagas. Já em termos proporcionais, o ranking foi liderado pelo Espírito Santo (+1,02%), seguido pelo Acre (+0,77%) e pelo Amapá (+0,53%), evidenciando o bom momento vivido pelo mercado formal de trabalho acreano.
No Brasil, o setor de Serviços foi o principal responsável pela geração de empregos em maio, com saldo de 45.655 vagas, seguido pela Construção (+12.096), Agropecuária (+10.205) e Indústria (+4.974). Apenas o Comércio encerrou o mês praticamente estável, com saldo de 40 postos.








