
Os registros de ameaça contra mulheres no Acre apresentaram um crescimento nítido, saltando de 2.590 ocorrências em 2024 para 4.375 em 2025. A variação de 68,2% coloca o estado em destaque nacional pelo avanço deste indicador, ao lado do Amazonas.
O aumento é visto com preocupação por especialistas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que no 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, classificam a ameaça como um dos primeiros degraus na “escalada da violência”.
Segundo o Anuário, cada episódio de ameaça é um dado de risco acumulado que, se monitorado, permite identificar padrões que frequentemente culminam em desfechos letais, como o feminicídio.
Nacionalmente, estima-se que para cada feminicídio registrado, ocorram, em média, 502 registros de ameaça.
No Acre, o alto volume desses registros reforça a necessidade de intervenção precoce para estancar o ciclo de abusos antes que ele atinja estágios mais graves.
Vale lembrar que o mesmo Anuário mostra que o Acre encerrou o ano de 2025 com o indicador mais crítico do Brasil no que se refere à violência letal contra a mulher. O estado registrou uma taxa de 3,2 feminicídios para cada 100 mil mulheres, a mais alta entre todas as Unidades da Federação.
Em números absolutos, o Acre viu o total de vítimas saltar de 8, em 2024, para 14, no ano passado, o que representa um aumento de 74,3% em apenas doze meses. O dado torna-se ainda mais grave quando comparado à dinâmica nacional.







