
A Covid-19 deixou de ser o principal agente das internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil. É o que mostra o mais recente Boletim InfoGripe, da Fiocruz, divulgado nesta última quinta-feira (30). O estudo revela que o vírus sincicial respiratório (VSR) é hoje o principal responsável pelos casos graves registrados no país, enquanto o coronavírus reen~tao sponde por uma parcela reduzida das confirmações laboratoriais.
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, o VSR foi identificado em 57,7% dos casos positivos para vírus respiratórios entre pacientes com SRAG. Em seguida aparecem o rinovírus, com 25,4%, a Influenza B, com 9,1%, a Influenza A, com 7,7%, e a Covid-19, responsável por apenas 1,8% das confirmações.
Os dados refletem uma mudança significativa no perfil das doenças respiratórias desde o período mais crítico da pandemia, quando o coronavírus concentrava a maior parte das internações graves. Atualmente, a circulação dos vírus respiratórios voltou a seguir um comportamento predominantemente sazonal, com destaque para o VSR, que afeta principalmente crianças pequenas, e para os vírus influenza durante os meses de maior transmissão. Essa mudança é evidenciada pelos dados apresentados no boletim.
Apesar da baixa participação da Covid-19 entre os casos graves, a Fiocruz ressalta que outros vírus continuam provocando importante impacto sobre a saúde pública. O VSR lidera as hospitalizações, especialmente entre crianças de até dois anos, enquanto a Influenza A permanece como uma das principais causas de mortes entre idosos internados com SRAG.
Entre os óbitos registrados nas últimas quatro semanas, o VSR respondeu por 31,9% das confirmações laboratoriais, seguido pelo rinovírus (26,3%), Influenza A (24,7%), Influenza B (16,1%) e Covid-19 (4,6%). Os números mostram que, embora o coronavírus ainda circule, sua participação entre as mortes por vírus respiratórios também é inferior à observada para outros agentes atualmente predominantes.
No Acre, os principais agentes associados aos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) são o vírus sincicial respiratório (VSR), responsável pela maior parte das internações, e a Influenza A, que continua provocando casos graves mesmo após o fim da sazonalidade em boa parte do país.








