
Várias regiões do Brasil têm sofrido com os efeitos do El Nino. Em Rio Branco (Acre), de acordo com dados presentes no site do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a variação de temperatura na capital acreana entre o último domingo (19) e esta sexta-feira (24) cresceu em relação ao mesmo período da semana passada, consolidando dias de calor intenso e ar seco.
Os moradores de Rio Branco têm enfrentado temperaturas acima da média nos últimos dias. O calor intenso é influenciado pelo fenômeno El Niño, que já mobiliza especialistas na Região Sul do país, por exemplo, a fazerem previsões de eventos extremos. Na capital acreana ele segue elevando as temperaturas gradativamente.
Segundo dados presentes no site do INMET, na semana passada, a capital registrou mínimas de 20,4°C e máximas de 32,7°C, com média diária de 26,5°C. Já nesta semana, com mínimas de 22,4°C e máximas de 32,2°C, a temperatura subiu 3,7%, atingindo a média de 27,3°C.
O estudante de Geografia e pesquisador na Área de Comunicação de Riscos, João Pedro Mendes explica a dinâmica do fenômeno: “O El Niño é resultado do aquecimento dos oceanos que altera a circulação dos ventos e da umidade pelo planeta. Dependendo da região, pode gerar períodos longos de sol ou chuva. No caso da Região Norte, gera uma redução de chuvas entre julho e outubro que, consequentemente, aumenta excessivamente a temperatura da região. Esses fatores ressecam nosso solo, vegetação e reduzem os níveis dos rios, aumentando o risco de queimadas”.
O pesquisador alerta ainda para as consequências práticas e os cuidados necessários: “Podemos ter certeza que a seca dos rios afetará o abastecimento de água, a navegação, a pesca, a agricultura e o transporte de pessoas e mercadorias, impactando fortemente a população do interior e ribeirinha. Para a população no geral, é ideal que se hidrate constantemente, usem roupas leves e não ignorem sintomas como falta de ar, dor de cabeça e/ou dor no peito”, conclui.







