
A criadora de conteúdo Katyelle Pereira denunciou, por meio das redes sociais, uma situação de constrangimento que, segundo ela, foi vivida pela família em uma unidade da loja Studio Z, localizada no Centro de Rio Branco. A mãe afirma que seu filho, uma criança de 5 anos diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), não foi autorizado a utilizar o banheiro do estabelecimento, mesmo diante da urgência.
De acordo com Katyelle, ela estava na loja acompanhada do marido e do filho quando a criança manifestou necessidade imediata de ir ao banheiro. Segundo o relato, seu esposo procurou uma funcionária e solicitou autorização para que o menino utilizasse o sanitário.
Ainda conforme a mãe, a funcionária informou que o banheiro era destinado exclusivamente aos colaboradores da empresa e que não havia banheiro disponível para clientes. Katyelle afirma que a atendente percebeu que a criança utilizava um crachá de identificação relacionado ao autismo, mas, mesmo assim, manteve a negativa.
“Meu filho é autista. Meu esposo pediu para a moça levar ele ao banheiro. Ela simplesmente respondeu que não tinha banheiro para clientes, apenas para funcionários. Ela viu o crachazinho do meu filho. O que custava ela abrir uma exceção e levar meu filho ao banheiro?”, relatou.
Segundo Katyelle, diante da recusa, o menino não conseguiu esperar e acabou urinando na própria roupa. Em seguida, o pai levou a criança para o lado de fora da loja, onde ela teria feito xixi na calçada.
“Ele já estava simplesmente fazendo xixi na roupa. Meu esposo foi lá fora e ele fez xixi na calçada por conta da resposta que recebemos”, afirmou.
A mãe contou ainda que registrou parte da situação em vídeo. Segundo ela, por produzir conteúdo para as redes sociais sobre seu cotidiano, estava gravando no momento em que o episódio aconteceu e registrou o instante em que o marido conduzia o filho para fora da loja.
“Eu gravei um vídeo mostrando a hora que meu esposo estava levando ele para fazer xixi na calçada da Studio Z”, disse.
A publicação repercutiu nas redes sociais e gerou comentários de solidariedade à família, além de discussões sobre acessibilidade, inclusão e atendimento humanizado a pessoas com deficiência, especialmente crianças com transtorno do espectro autista.
Outro lado
O Portal Acre deixa o espaço aberto para manifestação da Studio Z sobre a denúncia. Caso a empresa apresente uma nota oficial ou esclarecimentos, esta matéria será atualizada para incluir o posicionamento.







