
Durante o encontro político realizado na noite desta sexta-feira (24), em Brasileia, o senador Márcio Bittar (PL), pré-candidato à reeleição, comentou a formação da aliança entre os partidos que apoiam a governadora Mailza Assis (PP) e destacou o fato de a chapa majoritária ser composta por duas mulheres: Mailza como pré-candidata ao governo e Jéssica Sales (MDB) como pré-candidata a vice-governadora.
Ao ser questionado sobre o caráter inédito da composição, Bittar afirmou que a formação da chapa representa um momento histórico para o Acre e ressaltou que o estado demonstra respeito à participação feminina na política.
Segundo o senador, a composição reforça uma característica que, em sua avaliação, marca a trajetória acreana. “O Acre, mais uma vez, mostra para o Brasil como nós somos diferentes. O Acre é o estado que não tem preconceito. O Acre não é machista. O Acre não é homofóbico. O Acre não tem preconceito. E a nossa história mostra isso. Agora, provando que nós sabemos respeitar as mulheres, o Acre lança, ensinando ao Brasil, uma mulher candidata ao governo e uma outra mulher candidata a vice”, declarou.
Durante a entrevista, Márcio Bittar também relacionou o momento político à história do Acre, lembrando episódios ligados à incorporação do estado ao território brasileiro. Para ele, a chapa formada por Mailza Assis e Jéssica Sales representa mais um capítulo que coloca o estado em evidência no cenário nacional.
“Esse fato me motivou muito a manter essa aliança. O Acre, que é o único estado que lutou para ser Brasil, dando uma lição de patriotismo, de amor ao Brasil, mostra ao Brasil de novo que nós existimos. Nós, acreanos, temos coragem e audácia de lançar duas mulheres, mostrando que a gente gosta e respeita, não só da boca para fora. O Acre faz história. Nunca no Brasil teve uma chapa concorrendo com uma mulher ao governo e outra mulher a vice. Eu estou muito feliz de poder participar e ajudar a construir essa história”, afirmou.
Questionado sobre o posicionamento do Partido Liberal (PL) nas eleições de 2026, Bittar disse considerar a permanência da legenda na aliança praticamente definida, restando apenas ajustes junto à direção nacional do partido.
“Para mim está resolvido. Eu só preciso de mais alguns detalhes. Preciso ir a Brasília conversar com a executiva nacional e explicar as razões que o PL tem para permanecer nessa aliança. Não quero que a direção nacional saiba por notícia”, declarou.
De acordo com o senador, uma reunião já foi agendada em Brasília com o secretário-geral nacional do PL, Rogério Marinho, para apresentar oficialmente os motivos que levaram a sigla no Acre a defender a manutenção da aliança antes de qualquer anúncio formal.
Após esse encontro, o parlamentar informou que participará de uma nova reunião com a governadora Mailza Assis, a pré-candidata a vice Jéssica Sales, o governador Gladson Camelí e demais integrantes da aliança para discutir pontos considerados estratégicos para a composição eleitoral.
Entre eles, Bittar defendeu que a coligação tenha um nome definido para a disputa presidencial. “Nós do PL entendemos que a chapa tem que ser completa. E uma chapa completa tem que ter candidato a presidente. Eu espero que essa aliança, na quarta-feira, ratifique o nosso pré-candidato a presidente, que será Flávio Bolsonaro”, disse.






